GLÓRIA E PERSEGUIÇÃO

Hoje as celebrações católicas remontam a um momento em que Jesus é aclamado como rei pelas ruas de Jerusalém. É uma festa geral. O povo o aclama com ramos de oliveira enquanto ele passa montado em um jumento. Num jumento ele também fugira, levado pelos pais, para o Egito, para fugir da perseguição aos meninos judeus, quando nasceu. Ao imaginar essa imagem dele no meio do povo, dá a impressão de que realmente é a glória. Ninguém mais o deterá.
Mas o interessante que logo após a celebração do triunfo, começa já a celebração do martírio. E dá a impressão de que a mesma turba que o aclama num momento passa a gritar pela sua morte em seguida. Será que foi assim mesmo? Talvez não.
Aí eu fico pensando nessa realidade na nossa vida. Como acontece na vida de cada um de nós a exaltação e a destruição ou massacre? E percebo que acontece sempre. As duas coisas acontecem juntas. Todos os dias somos exaltados e somos condenados por conquistas e perdas, por esperanças alimentadas com grande expectativas e tombos estrondosos. Por sorrisos que querem o nosso bem e por sorrisos que esperam a nossa derrota. Como reagimos a tudo isto? Se depois de uma vitória acharmos que agora somos invencíveis ou a partir de então só alegria…..estamos fritos. Pois no momento seguinte podemos levar uma rasteira e passarmos para o nível mais baixo que o solo onde pisamos.  E quando estamos no chão, se ficarmos achando que é o fim, também somos surpreendidos, enquanto dermos chaces à vida, podemos ter uma grande surpresa com vitórias que nem imaginávamos que podíamos ter.
É o balanço da vida. É o contínuo movimento que nos impulsiona e nos faz termos consciência de que somos fortes e somos fracos. Somos fracos e somos fortes. E nesse movimento pendular sorrimos, conquistamos, choramos, perdemos, sonhamos, amamos e sofremos…e, assim, vivemos. E na vida, quando parece que ela já foi, certamente ressurgiremos, como aconteceu com Cristo.
Temos a nossa cruz. Não temos a cruz de Cristo. Aquela foi dele e ele a carregou. Nós temos a nossa e só nós podemos carregá-la, mesmo que muitas vezes tenhamos vontade de jogar nas costas de outras pessoas. É impossível, porque cada um leva o seu fardo. Prestando bem atenção, a cruz vai tomando várias facetas nos dias da nossa vida e, às vezes, no mesmo dia. Mas nós continuamos além da nossa cruz, e vamos tendo também nossas ressurreições. Não precisamos nos engrandecer muito com aplausos e nem ficarmos muito destruídos com as vaias. As duas coisas se alternam e passam. E nós continuamos até a eternidade. E quando faço a experiência de estar inteiro, em qualquer lugar e em qualquer ato, já estou sendo eterno, apesar de ser de uma forma transitória.
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Sobre joaoloch

Psicólogo. Acupunturista. Quiropraxista, Terapeuta em Florais de Bach e Reiki, Mestre em Educação. Prof. Universitário. Clínica particular de Psicologia e Acupuntura End.: Rua Carlos Gomes, 697 - Vila Williams - Garça SP Fone (14) 34061605
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