PALAVRA E CARIDADE

Há um contínuo apelo, por parte da sociedade, das organizações religiosas, dos grupos de vonvivência, para que sejamos caridosos, para que tenhamos compaixão para com os demais. E as formas de praticar a caridade, para com os demais e também para conosco, são as mais variadas: acolher, tratar bem, auxiliar alguma insituição beneficente…..E dentre todas as formas apresentadas, fiquei refletindo sobre A PALAVRA, O VERBO.
Tomei consciência do poder da palavra como instrumento de caridade. Caridade no sentido de provocar bem estar, serenidade, gosto pela vida….Que poder temos, com a palavra. A palavra bem dita, como faz bem. E a palavra mal dita, que estragos pode fazer. E esta palavra maldita constantemente é exercida sem que nem tomemos consciência. Parece normal usar desse instrumento para ferir, machucar, arrasar, enervar a outra pessoa. Quando tomamos a decisão de, em determinadas situações, ficarmos sem palavras, podemos estar fazendo um bem enorme simplesmente por não estarmos causando um estrago devastador.  Neste caso, é a caridade que não se ufana. É uma caridade que nem tomamos consciência, porque é um bem provocado por não ter desencadeado um mal.  Ao guardar, ou não expressar uma palavra que atingiria o outro de forma destruidora, estamos também sendo caridosos conosco, porque evitamos uma reação que pode fazer para nós mais mal que fez a quem atacamos. Então, estamos também nos preservando.
Quanto bem podemos fazer, simplesmente por nada falarmos, quando toda a nossa estrutura se prepara para disparar os torpedos de fogo sobre outra pessoa. Ao lançarmos uma palavra cheia de raiva, despreso, ou cinismo, provocamos um incêndio no coração da outra pessoa que demora muito para ser apagado, e muitas vezes não se apaga mais, a não ser quando tudo já tiver se transformado em cinzas: relacionamentos, carinhos, considerações, boas lembranças – tudo acaba virando cinzas de amargura e lembranças de cemitério.
E daí? Vamos engolir tudo? Não. Mas também não precisamos derramar todas amarguras sobre as outras pessoas. O exercício de se conter, muitas vezes, é um grande cosntrutor de pontes.
A palavra sempre pode ter várias funções, dependendo de como é usada e em que momento:
Pode ser como uma brisa que acaricia ou como a água do chuveiro que toca nosso corpo com ternura.
Pode ser como a mão que apóia e incentiva ou como um sorriso bondoso que anima.
Pode ser o suporte para um ótimo começo do dia e um afago no final da noite.
Ou também pode ser:
Uma faca que rasga o coração deixando-o dilacerado e sem esperança.
Uma chama de fogo que arrasa a vontade de superar algum contratempo.
A bala que perfura o peito que ainda quer suspirar por amor.
Então, quando se tiver dúvidas sobre a melhor palavra ou se desconfiar de que a palavra a sair da nossa boca pode fazer muito mal, talvez o melhor seja silenciar. Provavelmente o silêncio, se não provocar nenhum bem, também não vai detonar uma bomba que pode soltar estilhaços para todos os lados e nos atingir mais do que a quem queríamos, porque os estilhaços voltam.
A palavra pode criar ou destruir. Se tivermos sabedoria para percebermos o que ela vai provocar antes que saia da nossa boca, certamente que viveremos e construiremos muito mais alegrias que dores. Acho eu que é uma ótima forma de fazermos caridade, porque o domínio da palavra e a decisão de direcioná-la para o bem ou para o mal está sempre sob nosso poder. E se sentirmos que vamos perder o controle, o melhor é mudarmos de assunto, de local, de companhia, até que o controle nos volte.
Boa sorte para você e para mim.
Um beijo no seu coração, que é um templo e uma síntese de todas as belas coisas da criação. Um beijo no seu coração que é um resumo da história da humanidade e que tem uma história tão bela que me inebria. É muito bom que você exista, porque a humanidade é muito melhor com a sua existência. Aprecie a sua vida e a viva com carinho. Ao agradar-se e acariciar-se, você está acariciando o mundo que lhe agradece. 
Anúncios

Sobre joaoloch

Psicólogo. Acupunturista. Quiropraxista, Terapeuta em Florais de Bach e Reiki, Mestre em Educação. Prof. Universitário. Clínica particular de Psicologia e Acupuntura End.: Rua Carlos Gomes, 697 - Vila Williams - Garça SP Fone (14) 34061605
Esse post foi publicado em FORMAÇÃO HUMANA. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s