O GÁS – Crônica do Benedito

Uma vez redentorista, sempre redentorista!

 

            Para os servidores da Câmara Federal o menor salário sobe dos atuais R$ 3.427 para R$ 4.340 e o maior salário vai de R$ 13.185 para R$ 17.352, sem contar com o adicional de especialização. No caso dos funcionários que entraram sem concurso público, o reajuste médio foi de 33%. Uma professora, com curso superior, em MG, ganhará, com o aumento, menos de R$ 1 400,00 !!!

            "O governo fez as contas e viu que podia bancar o aumento de 7,7%”.  É uma vitória dos aposentados", afirmou!.   O alminto que o Lula assinou para os aposentados representa menos de um por cento (< 1 %) do que o Brasil pagará durante este ano aos bancos! É muita cretinice!!… E o Lula acredita que vamos todos votar na Dilma…  ainda mais com o vice que ela arranjou…     

 

020 – O Gás 

         Em São Paulo, minha parenta estava satisfeitíssima com a nova empregada – senhora de meia idade, forte, andar macio e vagaroso, de uma educação – a educação em pessoa – e brandura de fazer inveja a São Francisco de Assis. Roupa limpíssima, assim como a aparência. Comida deliciosa e casa impecável – um mimo de pessoa…

         – Sim, sinhô, sô dotô…

         – Sim, senhora, sinhá dona…

         – Ô minina levada, vem cá e toma a mamadeira, meu bem…

         – Minino danado… come o biscoito senão vô dá pru gato… dô não… pra você mermo, meu bem…

         Os meninos, um casal de um e dois anos, dormiam e comiam bem – os pais adoravam.

         – Boa noite pra todos… drome cum Deus todos vancêis… Deus isteja cum vosmicês…

         Lá ia ela, com seu vagar, dormir.

         Assim levava a vida, agradando a todos, com sua simpatia e simplicidade… mas… o olhar de lado e sorrateiro, deixava-me desconfiado – à Márcia também. 

         Amizade com a doméstica do apartamento ao lado, algo não muito normal e confiável – demais para duas conhecidas há pouco.

         Márcia, meio prevenida, disse-me que mandaria a Maria comprar algo no supermercado, não ficava perto, para uma olhada na mala da dita cuja.

         – Que ouve? Perguntei-lhe.

         – Anda sumindo cada coisa em casa… Hoje mesmo, o alicate de unha e…  "otras cositas mas"! Séria, com um resquício de sorriso num dos lábios. A empregada saindo, Márcia foi ao quarto dela e veio com o tal alicate, segurando-o com as pontas dos dedos polegar e indicador:

         – Bené, será que fiz bem em entrar aqui e tirar este alicate da mala?… afinal, é meu, tenho certeza absoluta…

         – Como afirma, claro que sim, afinal de contas, é seu e está em sua casa. Agora… aquelas cositas mas

         Com um sorriso mais largo:

         – Deixe pra lá… achei alguma coisa…

         Virou-se e foi para o quarto guardar o achado. 

As sacolas 

         Anoitecendo o marido chegou. Confabularam e resolveram mandar a empregada embora àquela hora mesmo.

         A senhora, pacificamente, saiu com a mala e algumas sacolas e, como sempre, despediu-se:

         – Fica cum Deus… Deus isteja cum vosmicês!

         Percebeu-se que parou no apartamento ao lado.

         Márcia foi ao quarto do casal e voltando, bradou espantada ao marido:

         – Meu bem, essa desgraçada levou quase todos os meus sutiens e calcinhas. Vai ela lá embaixo. Corre e pega-a! Olhando pela janela: – Está com mais sacolas do que saiu daqui… tá com um monte! Guardou na casa da vizinha. Corre! Corre!

         O marido, sem jeito, ficou no momento indeciso, se ia ou não. Devido à insistência, nem esperou o elevador… desceu correndo as escadas dos cinco andares e conseguiu pegar a ex com as sacolas cheias de roupas… as cositas mas também!

         Descobriu-se depois que roubava as coisas e as guardava com a empregada da casa da vizinha – quatro as sacolas, cheias de roupas, deixadas lá… portanto, oito as recuperadas. 

Na Agência Empregos  

         – Minha Senhora, pego uma empregada de sua Agência, pago caro, me rouba um monte de roupas e muitos outros pertences…

         – Qual empregada lhe arranjei, tão pilantra assim?

         – Maria Duarte de Albuquerque Fontoura e Silva, a senhora escura e meio gorda… e de nomes pomposos!

         – O que? – Intrometeu uma grã-fina sentada na saleta de espera da agência. Dirigindo-se à Márcia:

         – Pois bem, minha Senhora, essa tal de Maria trabalhou em minha casa – tenho três criancinhas. Sabe o que fazia? Quando eu saia, pegava um chumaço de algodão, abria o gás do fogão, sem acendê-lo, colocava o algodão em cima de um dos bicos de gás, para embebê-lo e depois, colocando-o nos narizinhos das crianças fazia com que aspirassem o gás do algodão – isto se repetia até os meninos dormirem ou desmaiarem. E ainda usa meus sobrenomes para arranjar emprego e roubar!…

         Uma pausa… todos estupefatos – após um palavrão daqueles pesados:

         – Sou a Senhora Duarte de Albuquerque Fontoura e Silva! 

                   Benedito Franco 

           Você é um doador de sangue, de medula ou de órgãos?… Pode e deve ser… acredite! Já tentou? Procure…

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Sobre joaoloch

Psicólogo. Acupunturista. Quiropraxista, Terapeuta em Florais de Bach e Reiki, Mestre em Educação. Prof. Universitário. Clínica particular de Psicologia e Acupuntura End.: Rua Carlos Gomes, 697 - Vila Williams - Garça SP Fone (14) 34061605
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