SINTONIA MENTAL

Esta reflexão é baseada no texto de Dean Radin, que tem por título MENTES EMARANHADAS. O autor é colaborador do livro “QUEM SOMOS NÓS: a descoberta das infinitas possibilidades de alterar a realidade diária. Autores do livro: William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente, editado pela Prestígio editorial.

Após tecer algumas considerações sobre o artigo citado acima, ao final destes comentários já estou acrescentando trechos do próprio artigo. Espero que esta leitura, no mínimo, lhe faça pensar um pouco, caso seja uma abordagem nova para você.

Em poucas palavras, o que o texto apresenta, baseado em pesquisas sérias, é que pode haver um emaranhamento das mentes. Isto é, o que acontece com uma pessoa pode afetar a outra da mesma forma, pelo fato de ser atingida da mesma maneira, porque as duas podem estar ligadas entre si. Isto indica que há uma ligação entre as mentes, muito maior do que se imaginava. Ele fala claramente que quando damos um susto em alguém e outra pessoa ligada a este alguém também leva o susto, não houve nada de espantoso. É que a outra pessoa que não a que eu assustei levou mesmo o susto, pois sua mente foi atingida do mesmo modo, por estar ligada e sendo assim afetada. E o interessante é que isto acontece independente da distância entre as duas pessoas. Por aí se entenderia uma série de fenômenos chamados dos mais variados nomes. 

Tendo esta conscîência podemos entender que o que fazemos ao outro atinge a nós mesmos pelo fato de sermos mais ligados que imaginávamos. Então, uma pessoa razoavelmente normal, fica mal quando faz um ato que prejudica outra pessoa. Só não sente nada com o mal que faz quem não está mais conectado consigo mesmo. Provavelmente já tenha se desvirtuado tanto que está anestesiado aos próprios sentimentos mais íntimos de consciência humanitária, consciência de fazer parte de um grupo e de uma humanidade que vai além dos seus interesses individuais egoístas.  Quem tem um mínimo de saúde mental não fica anestesiado pelo mal que pratica. Pois o mal também o atinge. E como é atingido tem possibilidades de superar estes limites e cescer como pessoa sabendo-se integrado a um todo muito maior. Isto pode ajudar também a entender porque nos sentimos bem quando fazemos o bem ao outro. É que a alegria sentida pelo outro, o bem estar…também nos atinge. Isto de modo bem simplista.

Quando deixamos o outro raivoso, a raiva dele, a irritação que provocamos nele, também causar irritação em nossa mente. Aí também ficamos nervosos. Um começa a alimentar a raiva do outro, ao ponto de os dois poderem partir para a agressão até física. Se conseguirmos driblar esta sequência automática, podemos quebrar a sequência, sair do estado de nervosismo e tensão, agressão. Assim, deixamos de ser controlados pela reação da outra pessoa e adquirimos nossa autonomia para sentir e pensar, até onde pudermos ter consciência.  Fico pensando se não seria nesse sentido que Jesus falou: “oferece a outra face”, porque o que ele estava propondo era não dar sequência à violênica.

Talvez sem ver desta maneira, mas com uma intuição e sabedoria muito grande, os grandes místicos e santos, como também as pessoas que influenciaram de modo positivo a humanidade, tenham sentido a satisfação e o bem que um pensamento e um ato bom podem fazer ao outro e a si próprios e por isso fizeram tanto bem.

Conforme Radin, “emaranhamento foi a tentativa de Einstein de desacreditar a física quântica com a ação fantasmagônica à distância – fenômeno no qual duas partículas emaranhadas podem ser enviadas para lados opostos do cosmo e, se alguma ação for realizada sobre uma delas, a outra responderá instantaneamente”. Isto também é explicado como a não distância, pois no emaranhamento parece não se aplicar o conceito de distância. Tudo está se tocando o tempo todo. Então, você que está lendo isso agora, está me tocando, como eu também toco você. Quando pensamos na outra pessoa, ela vem para dentro de nós e nós também vamos para dentro dela. Se pensarmos coisas boas podemos ajudá-la, sem que ela saiba porque, a se sentir bem e, como consequência, nós também nos sentimos bem. Se pensarmos coisas ruins ou maldosas, ela pode se sentir mal e, como consequência, nós também nos sentimos mal, pois a atingimos e pela reação dela somos atingidos. O retorno imediato  

Erwin Schrödinger declarou que ” O emaranhamento não é uma propriedade quântica; é a propriedade”. E Radin afirma que “isso é física quântica: a física da matéria, da energia e das partículas”. E pergunta se esse fenômeno pode ser aplicado às outras áreas do conhecimento, aos sistemas biológicos…E responde que “em muitos aspectos, essas teorias, experimentos e debates são o ponto central  do ‘Novo Paradigma’ e na ess~encia traçam uma linha divisória muito clara entre um universo morto e desconectado e um universo intrínsecamente vivo, interconectado. E aí ele afirma que não parece nenhum exagero afirmar que “mentes possam estar emaranhadas. As partículas ficam emaranhadas e elas são semelhantes à informação e a mente ´c omo a matéria, e a matéria é como a mente, portanto, por que as mentes não poderiam ficar emaranhadas?

E Radin continua: “O conceito de mentes emaranhadas parece ter respondido a muitas anomalias que encontramos no mundo e, portanto, ele decidiu testar a idéia em laboratório. Ele começou pedindo a duas pessoas que pensassem uma na outra durante toda a experiência. E com esse experiemento simples descobriu que consegue emaranhar mentes. Depois disso os dois sujeitos do estudo foram separados e enviados para locais diferente, para que não houvesse a possibilidade de comunicação física entre eles. Os cientistas  monotoraram fisiologicamente os sujeitos e fizeram o equivalente científico ao que o doutro Radin chama de ‘cutucar um e ver se o outro tem um sobressalto. E, se verificarmos que você consegue cutucar uma pessoa, e a outra se encolher em resposta, isso demonstra que elas ainda estão emaranhadas, embora não estejam mais no mesmo lugar (…) Esse tipo de experiência foi realizda com parâmetros fisiológicos diferentes. Ele realiza experimentos acendendo uma lanterna nos olhos de uma pessoa para verificar se o cérebro da outra, especificamente a parte posterior, ou lobo occipital, registra uma alteração. Em experiências como essa, realizadas ao longo de duas décadas, Radin descobriu que ‘acender uma luz no cérebro de uma pessoa dá origem a uma resposta cerebral muito característica em que viu a luz. (…) O cérebro do parceiro num qurto escuro sem fazer nada, não acende da mesma forma por não estar sendo ativado por um estímulo sensorial, mas ele muda de modo mais ou menos sincronizado com o que está acontecendo no lado que envia. (…) Num modelo de mentes emaranhadas, eles estão conectados o tempo todo; quando eu cutuco um, o outro tem um sobressalto; não porque algo magicamente viajou entre eles, mas porque cutucar um é como cutucar o outro, e por isso o outro reage”.

Segundo o Dr Radin, “Na pesquisa sobre mentes emaranhadas, há indícios d emil para um contra a probabilidade de que as conexões observadas ocorram por acaso”. Então, não é um acaso. É um fato visível e que se comprova repetidamente. “Em experiências com aquele conhecido fenômeno de se ter a impressão de estar sendo observado, a probabilidade aumentou muito, bem acima de um trlhão para um. Esse número elevado baseia-se na reunião de milhares de experimentos realizados durante décadas e combinados estatisticametne na meta-análise do Dr Radin.

 Obs.: Darei continuidade a esta reflexão na sequência, outro horáio.

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Sobre joaoloch

Psicólogo. Acupunturista. Quiropraxista, Terapeuta em Florais de Bach e Reiki, Mestre em Educação. Prof. Universitário. Clínica particular de Psicologia e Acupuntura End.: Rua Carlos Gomes, 697 - Vila Williams - Garça SP Fone (14) 34061605
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3 respostas para SINTONIA MENTAL

  1. cidinha disse:

    inteligente, interessante, verdadeiro e ótima pesquisa.
    Parabéns

  2. Antonio disse:

    Gostei muito do assunto, muito bem explicado.

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