COCAíNA: MEU AMOR, MINHA VIDA, MINHA DESTRUIÇÃO

O depoimento que apresentarei a seguir, atribuído a Fred Mercury, da banda Queen, reflete bem a realidade de muitos jovens que se enveredam pelo mundo das drogas.

Apresentei este textos a jovens que estão internados, fazendo tratamento para viverem livres da droga que os aprisiona. E quase todos se identificaram com o depoimento de Fred, com a diferença de que eles ainda não estão à beira da morte sem condições de reverter o quadro. Contudo, alguns, que já tentaram parar várias vezes e não conseguiram estão, segundo eles, perdendo a esperança de que podem viver sem a droga de preferência. Vão sendo desacreditados e se desacreditando e, à medida que começam a colher o que plantaram por um bom tempo, ficam desesperados.

Felizmente, alguns conseguem se posicionar perante a vida de uma nova forma, mudando o comportamento, os relacionamentos, aceitam ajudas e começam a construir uma nova história.

Um dos pacientes em tratamento me pediu para lhe dar por escrito este depoimento, para que possa conversar sobre ele com os pais. Sente que é o momento de resgatar a confiança dos outros e dele mesmo, sobre a capacidade e possibilidade de viver com alegria e sentir-se útil.

Um deles deixou claro que precisa achar alguma coisa que lhe seja bem mais prazerosa que a droga, para largar da mesma…Já está com mais de 40 anos e se acabando….

Boa reflexão. Talvez este texto também lhe toque.

“Quando a conheci tinha 16 anos…
ELA ou eu, não sei…
Fomos apresentados numa festa por um carinha que se dizia meu “amigo”…
Foi amor à primeira vista.
ELA me enlouquecia.
Nosso amor chegou a um ponto que já não conseguia viver sem ELA.
Mas era um amor proibido.
Meus pais não aceitaram.
Fui repreendido na escola, passamos a nos encontrar escondidos, até que não deu mais.
Fiquei louco.
Eu queria mas não a tinha.
Eu não podia permitir que me afastassem DELA.
Eu a amava, bati com o carro, quebrei tudo dentro de casa e quase matei minha irmã.
Estava louco.
Precisava DELA.
Hoje tenho 39 anos, estou internado num hospital, sou inútil e vou morrer abandonado pelos meus pais, amigos e por ELA.
Seu nome?
COCAÍNA.
Meu amor, minha vida, minha destuição.
Devo tudo a ELA.
Até minha morte”.

Fred Mercury, da banca Queen. in FEIJÓ, CAIO.  A sexualidade e o uso de drogas na adolescência: o papel da família e da escola na prevenção das DST, gravidez na adolescência e uso de drogas. Novo Século: São Paulo, 2007, p. 96-97

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Sobre joaoloch

Psicólogo. Acupunturista. Quiropraxista, Terapeuta em Florais de Bach e Reiki, Mestre em Educação. Prof. Universitário. Clínica particular de Psicologia e Acupuntura End.: Rua Carlos Gomes, 697 - Vila Williams - Garça SP Fone (14) 34061605
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