Um sacerdote católico

“Quem és?” “Sou um sacerdote católico!”

Posted: 14 Aug 2012 08:51 PM PDT

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Segundo relatos históricos, no final do mês de Julho de 1941, um homem chamado Klos, padeiro em Varsóvia (André Frossard. “Não esqueçam o Amor”, p. 158), fugiu do campo de concentração de Auschwitz. Esse fato foi marcante para a vida de dois homens: Frei Maximiliano Kolbe e Francisco Gajowniczek.

Após a fuga do prisioneiro, os soldados do campo de concentração reuniram todos os seiscentos prisioneiros do bloco 14, de onde havia ocorrido a fuga. Todos enfileirados, aguardando o comandante do campo, não sabiam qual o destino. Passaram todo o dia de pé, sob o sol do verão, como forma de punição. Ao final do dia, foi dada a sentença: dez prisioneiros seriam mortos no lugar daquele que havia fugido. O comandante passou em revista o grupo de homens aflitos. A cada um que apontava o dedo, aleatoriamente, era retirado das fileiras. E assim foram escolhidos dez homens, que seriam mortos no “bunker da fome”.
Dentre os prisioneiros escolhidos para sofrer a lenta e dolorosa morte no bunker estava o número 5659 – no campo de concentração, todos perdiam seus nomes, que eram trocados por números. Chorando e soluçando, ele repetia: “O que será agora de minha mulher e de meus filhos?!” O pobre homem que tinha esperança de rever sua família chamava-se Francisco Gajowniczek e era sargento do exército polonês.
Para surpresa de todos que assistiam aquela cena, um prisioneiro ficou frente a frente com o comandante. Os companheiros de sofrimento sabiam muito bem de quem se tratava: era o Frei Maximiliano Kolbe. Com muita serenidade, como que num ritual de eleição, pediu para morrer no lugar daquele homem que lamentava o destino de sua família. O comandante o interrogou:

– “Quem és?”

– “Sou um sacerdote católico!”
Após essa breve apresentação, a troca foi aceita. Então, o número 5659 foi trocado pelo 16670 na lista de condenados.
Tal gesto, inacreditável para aquela dura realidade, seria propagado por todo o campo. Naquele lugar onde se respirava morte, o ato gratuito de um homem, faz renascer a esperança, faz a vida ganhar espaço. Ele mostrou que até mesmo nas situações mais degradantes para o homem é possível colocar em prática o amor fraterno ensinado por Jesus. E com aquela entrega, Frei Maximiliano vivenciava de modo pleno o lema de sua vida: “Pela Imaculada!” T
Publicado originalmente na Revista “Cavaleiro da Imaculada”. Cidade Ocidental-GO, Brasil, Junho de 2011. pp. 14 e 15. Com adaptações.
 
17 outubro de 1971 em Roma, ele participou da
Beatificação de Maximiliano Kolbe, pelo Papa Paulo VI.
Francisco Gajowniczek e a esposa
Francisco Gajowniczek com o Beato João Paulo II, no dia da
Canonização do Frei Maximiliano Maria Kolbe, OFMConv. (10 de Outubro de 1982).
Ele morreu em 13 de Março de 1995, com a idade de 94 e
foi enterrado entre os mortos no cemitério de Niepokalanow.
#ReflexõesFranciscanas
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Sobre joaoloch

Psicólogo. Acupunturista. Quiropraxista, Terapeuta em Florais de Bach e Reiki, Mestre em Educação. Prof. Universitário. Clínica particular de Psicologia e Acupuntura End.: Rua Carlos Gomes, 697 - Vila Williams - Garça SP Fone (14) 34061605
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