CONSCIÊNCIA NEGRA

A história dos negros que ninguém conta

20/11/2012

Compartilho o artigo do Paulo Ghiraldelli, como uma pequena colaboração a este dia dedicado à consciência negra.

João Loch

“Em nome da minha irmã negra, Berenice, já falecida, eu vou contar a verdade para vocês.

Quando foi declarada a abolição da escravatura, os senhores de escravos do Rio de Janeiro, em ato rebelde contra o Estado Imperial, soltaram todos os negros no centro do Rio, completamente nus, sem água e sem comida, sem ao menos um pedaço de pano para se cobrir. Eles ficaram lá semanas, cagando e mijando nas ruas. Pedindo esmola para se embebedar. Afinal, o que fariam? Após umas semanas, a população branca do Rio, capital do Império, começou a dizer que os negros eram “aquilo ali mesmo”, “porcos”, que “não poderiam ter saído das senzalas”.

Foi assim, foi assim …

O preconceito, se era grande, ficou imenso. O racismo, que era gigante, ficou infinito. Foi então que, após meses, eles começaram a ir para os morros, comendo ratos e baratas. Criaram as favelas. Mas não assaltaram ninguém. Deram origem à malandragem, fazendo bicos, uma vez que poucos os aceitavam em empregos em casas comerciais ou coisa parecida. Foi a segunda fase do Navio Negreiro.Muitos não sobreviveram.

Rui Barbosa (sempre ele!) mandou queimar todos os documentos dos negros, tudo que era livro de registro de compra e venda de escravos, para “apagar a mancha da escravidão”. A Inglaterra não queria uma recaída na escravidão. Então, tudo foi feito para “inglês ver”. Com isso, as famílias de negros que poderiam se reunir novamente, se perderam definitivamente. Com isso, a própria indenização ou o pedido de ferramentas para os antigos patrões se tornou impossível. Os senhores de escravos deixaram de ser senhores e deixaram também de serem ex-senhores. Ninguém mais tinha feito a escravidão!

A cota étnica, hoje, não é indenização disso. Se fosse, seria pífia, uma ofensa. A cota é para o branco, não para o negro. É a maneira de poder levar o branco a conviver com o negro, isso porque no dia da abolição, ele se escondeu em casa. E continua escondido até hoje, nos muros da universidade e nos bons empregos, para não ter de conviver com o negro. Sem a convivência não há o fim do preconceito.

Essa é a história verdadeira. A história que o professor da USP Demétrio Magnoli e outros racistas não podem contar”.

Paulo Ghiraldelli

Anúncios

Sobre joaoloch

Psicólogo. Acupunturista. Quiropraxista, Terapeuta em Florais de Bach e Reiki, Mestre em Educação. Prof. Universitário. Clínica particular de Psicologia e Acupuntura End.: Rua Carlos Gomes, 697 - Vila Williams - Garça SP Fone (14) 34061605
Esse post foi publicado em Cidadania e marcado , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s