Diálogo com a alma e congruência de vida

NOSSO DIÁLOGO COM A ALMA

June Singer, em seu livro “A mulher moderna em busca da alma: guia junguiano do mundo visível e do mundo invisível”, Ed Paulus: São Paulo, 2002, p. 14, apresenta um belo texto do século II de nossa era, que traz uma bela reflexão sobre a alma. A seguir vou transcrever o comentário da autora sobre o texto e também o texto conforme ela apresenta.

…Aqui é onde precisamos descobrir oque a alma quer. A alma reside nas mais profundas camadas do inconsciente, animando a nossa vida e motivando-nos a agir em consonância com nossa natureza essencial, independentemente das inúmeras maneiras pelas quais sejamos tentados a negá-la . Monoimus, um texto gnóstico do século II d.C , disse a mesma coisa com a exatidão que hoje já se tem: “Tenta encontrá-la dentro de ti, e aprende o que é que toma posse de tudo em ti, dizendo meu deus, meu espírito, minha alma, meu corpo, e com ela aprende o que é tristeza e contentamento e amor e ódio, e acordando embora não devesses, e dormindo embora não devesses, e apaixonando-se embora não devesses. E se tu te dedicares a investigar plenamente essas coisas, encontrá-la-ás em ti…pois é em ti que encontrarás o ponto de partida da tua transição e da tua revelação”. A alma, como eu a entendo, funciona para nos equilibrar, para nos motivar a cumprir a plenitude de nosso ser, guiando-nos na realização do nosso potencial e tornando nossos talentos e dons acessíveis aos outros; e, acima de tudo, a alma atua para nos permitir achar a paz interior que só advém quando há congruência entre quem somos e o que fazemos . A alma sabe quem somos, por mais que tentemos ser uma outra coisa….

Sobre o casamento

Na mesma obra citada, p 18, referindo-se ao casamento como uma opção de companheirismo e não de controle, referindo-se à própria experiência, June Singer afirma:
“Sentia-me livre e autoconfiante. Então conheci um homem que, como eu, já tinha encontrado seu lugar no mundo e não precisava mais provar nada para ninguém. Éramos iguais perante a vida. Eu sabia que podia casar-me com ele e que minha alma continuaria livre. Ele e eu somos muito diferentes e a maior parte do tempo apreciamos muito as nossas diferenças. De vez em quando só toleramos essas diferenças, mas concordamos que nenhum de nós tem de ser perfeito. Depois de doze anos juntos, cada um de nós continua sendo uma pessoa inteira, de corpo e alma. Mesmo assim, não estamos sós.”

E June continua tecendo considerações sobre a alma. Para quem quer se aprofundar um pouco nessa área do próprio conhecimento, vale a pena se aventurar na leitura.
João Loch

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Sobre joaoloch

Psicólogo. Acupunturista. Quiropraxista, Terapeuta em Florais de Bach e Reiki, Mestre em Educação. Prof. Universitário. Clínica particular de Psicologia e Acupuntura End.: Rua Carlos Gomes, 697 - Vila Williams - Garça SP Fone (14) 34061605
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