O AMOR ROMÂNTICO E NECESSIDADES DA NOSSA ALMA

O AMOR ROMÂNTICO E NECESSIDADES DA NOSSA ALMA
Transcrevo, a seguir, uma pequena parte do livro de James Hollis, A PASSAGEM DO MEIO, ed. Paulos, p. 39-40, quando ele expõe algumas ideias sobre as projeções que levamos para os nossos relacionamentos íntimos. É um pequeno trecho, mas já poderá ajudar a ter uma visão melhor sobre este tema tão delicado dos afetos.
“Robert Johnson sugere, em seu livro He, que a maioria das pessoas modernas, poco à vontade agora com os antigos sistemas míticos, transferiram necessidades da alma para o amor romântico. Com efeito, as imagens do ser amado são carregadas dentro de cada um de nós desde a infância e projetadas sobre aquele capaz de receber nosso material inconsciente. Nas palavras do poeta persa Rumi:
‘No momento em que ouvi minha primeira história de amor
comecei a procurar por você, sem saber o quão cego eu estava.
Os amantes não acabam finalmente encontrando-se em algum lugar.
Eles estão um no outro o tempo todo’.
Viver diariamente com outra pessoa desgasta automaticamente as projeções. A pessoa a quem entregamos a nossa alma, a quem abrimos a nossa intimidade acaba demonstrando ser apenas mero mortal como nós, temerosa, necessitada e que também projeta intensa expectativa. Os relacionamentos íntimos de qualquer tipo carregam grande peso porque são os que têm maior probabilidade de repetir o Outro Íntimo que outrora foi o pai ou a mãe.Não queremos pensar no nosso parceiro como pai ou mãe. Afinal de contas gastamos muita energia para nos afastarmos deles. Mas o ser amado torna-se esse Outro Íntimo sobre quem são projetadas as mesmas as mesmas necessidades e a mesma dinâmica, no mesmo grau em que estamos inconscientes. Não é de causar surpresa, então, escolhendo alguém o mais parecido ou diferente possível dos seus pais, pelo simples motivo que os complexos paterno e materno participam o tempo todo da escolha. Quando os povos bíblicos declararam que o casamento exigia que se deixasse a mãe e o pai, não imaginavam que isso fosse tão difícil. Assim, a retirada das projeções de proteção, poder e cura que lançamos sobre o Outro Íntimo só pode ser parcialmente concretizada. A discrepância entre a esperança silenciosa e a realidade cotidiana provoca uma dor considerável durante a passagem do meio ( tempo em que a pessoa, já numa fase mais madura da sua vida, começa a questionar as escolhas, os rumos que deu, as frustrações e se vê diante de posicionamentos que deve tomar para continuar a crescer e a dar um sentido novo à sua existência).

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Sobre joaoloch

Psicólogo. Acupunturista. Quiropraxista, Terapeuta em Florais de Bach e Reiki, Mestre em Educação. Prof. Universitário. Clínica particular de Psicologia e Acupuntura End.: Rua Carlos Gomes, 697 - Vila Williams - Garça SP Fone (14) 34061605
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