Realizar os desejos

O filósofo grego Epicuro (341 a.C), refletindo sobre a questão dos desejos e suas realizações, afirma o seguinte: O importante não é mortificar os desejos. É melhor interrogá-los, questioná-los. “A todos os desejos, é preciso formular a seguinte pergunta: o que me acontecerá se a coisa perseguida pelo desejo se realizar e o que acontecerá se ela não se realizar?” Convém estabelecer um diálogo com a natureza, persuadi-la sem violência: saciar os desejos naturais e necessários, escutar a voz da carne, dizendo que não tem fome, não tem sede, não tem frio. Nessa conversa, o sábio aprende a conhecer o que deve conceder ao seu corpo e o que, não sendo indispensável, demonstra apenas sua ilusão. Para Epicuro, o vente, em si mesmo, não é insaciável: é, antes, a ideia que fazemos dele que torna sua plenitude ilimitada. A natureza é limitada. Para uma pessoa enganada por suas opiniões ocas é que o suficiente, em vez de satisfazer, parece pouco. A alma ingrata faz do ser vivo um indivíduo “indefinidamente ávido das variedades da existência cotidiana”, seja por gula, ambição ou sensualidade. (Conferir: SISSA, G.; DETIENNE, M. Os deuses gregos. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p. 54)

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Sobre joaoloch

Psicólogo. Acupunturista. Quiropraxista, Terapeuta em Florais de Bach e Reiki, Mestre em Educação. Prof. Universitário. Clínica particular de Psicologia e Acupuntura End.: Rua Carlos Gomes, 697 - Vila Williams - Garça SP Fone (14) 34061605
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