Perdão e libertação

Temos um grande benefício quando conseguimos perdoar. Perdoando nos livramos, ou nos libertamos do presídio que a outra pessoa nos colocou emocionalmente, fazendo com que fiquemos pensando nela muito tempo e nos desgastando ao atualizar sempre o mal que sofremos.
É muito comum se ter a ideia de que perdoar é esquecer. É uma ideia errada sobre perdão. Para esquecer só ficando esclerosado, tendo amnésia ou uma doença degenerativa. E isso é uma coisa que não vamos querer para nossa vida. Perdoar é, justamente, não se sentir mais incomodado ou ferido pelo que sofreu a ponto de se descontrolar ou ficar bolando algo para prejudicar ou ferir o outro. É sair da vontade de dar o troco, custe o que custar.
E quando não se consegue perdoar completamente? Qualquer grau de perdão que se consiga já faz bem. Pode ser que o grau de perdão vá aumentando aos poucos, Em um determinado momento está 60%, em outro 80%…. E, quem sabe, se numa hora já não se conseguiu quase 100%?! Cada grau que se sobe na porcentagem do perdão é uma conquista.
Às vezes pensamos que já perdoamos totalmente e nos pegamos com uma certa satisfação interna, guardada só para nós, quando sabemos que a pessoa que nos feriu sofreu algum revés ou teve alguma perda. Isto nos mostra que nosso perdão não foi assim tão perfeito e que nosso coração também não é tão bom quanto pensávamos.
Quando os discípulos perguntaram a Jesus quantas vezes deveriam perdoar, se sete vezes, Jesus respondeu que se deveria perdoar setenta vezes sete. Se sete já é uma forma perfeita de perdão, setenta vezes sete é uma exigência muito maior. Quando ouvimos isto nos vem à mente que devemos perdoar a mesma pessoa por muitas vezes que ela nos ofender e, teologicamente, pode ser isto mesmo. Um pensamento meu, que não é teológico, pelo menos nunca li isto em nenhum comentário teológico até hoje, é que talvez tenhamos a necessidade de perdoar setenta vezes sete a mesma ofensa que sofremos, para aí estarmos libertos de sua influência maligna em nossa vida. É bom persistirmos nesse intento.
Boa sorte para nós.

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Sobre joaoloch

Psicólogo. Acupunturista. Quiropraxista, Terapeuta em Florais de Bach e Reiki, Mestre em Educação. Prof. Universitário. Clínica particular de Psicologia e Acupuntura End.: Rua Carlos Gomes, 697 - Vila Williams - Garça SP Fone (14) 34061605
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