DEPRESSÃO – tratar para se libertar

Depressão é coisa séria
 
O sintoma proeminente da depressão é a tristeza profunda e duradoura. Não é “uma frescura de quem não tem o que fazer” e nem um estado emocional no qual a pessoa entrou voluntariamente e é culpada por isso.
É diferente da “tristeza em si”, que é uma emoção comum, causada principalmente em situações de perda de pessoas queridas, de emprego ou diante de frustrações de algumas expectativas muito importantes para a pessoa. Essa tristeza tende a desaparecer com a resolução do problema ou adaptação da pessoa à situação.
No caso da depressão essa sensação de vazio é permanente. É um sintoma que pode vir acompanhado de outros bem característicos: ausência de prazer nas atividades diárias, problemas de sono, alterações no apetite, dificuldade para se concentrar, cansaço físico, lentidão ou, inversamente, agitação mental e pensamentos pessimistas e depreciativos em relação a si mesmo e ao futuro.
Nos homens, às vezes, a depressão o deixa em estado irritadiço, agressivo – uma “fina camada de fúria”, como afirma o ensaísta George Santayana. Enquanto que nas mulheres é mais comum, como afirma a escritora Emily Dickinson, é “uma melancolia profunda”.
As mulheres têm mais facilidades de procurar ajuda que os homens, tanto aceitando medicamentos como a psicoterapia. Mas tanto mulheres quanto homens, quanto antes procurarem a ajuda profissional, podem diminuir o sofrimento e dar um sentido mais feliz à própria existência.
(Cfr. “MenteCérebro”, edição especial, n. 55. Maio 2016)
 
Mais algumas “pinceladas” sobre depressão, conforme exposições de alguns especialistas, feitas na mesma revista citada acima:
 
“Não raro, pacientes se referem aos sintomas depressivos recorrendo à metáfora de uma espessa camada de névoa que os envolve e potencializa as dores da existência. Compreensivelmente, muitos anseiam pelas fórmulas prontas para afastar a angústia, mas é a combinação de estratégias, alinhadas caso a caso, que mais parece surtir efeito.”
 
“Nas próximas duas décadas a depressão deverá afetar mais pessoas que o câncer ou as doenças cardíacas e se constituir como a maior causa de afastamentos do trabalho. Segundo a OMS, atualmente, em torno de 120 milhões sofrem de depressão no mundo. Só no Brasil são 17 milhões de pessoas.”
 
“Conhecida desde a Antiguidade sob o nome de melancolia, a depressão foma por inteiro a personalidade acometida, levando-a a experimentar a negatividade da vida de modo irremediável, sob a forma de sentimentos de culpa, exclusão e inferioridade;diante disso, cabe aos profissionais da saúde reconhecer, enfrentar e respeitar as experiências-limite da existência que descortinam o sentido antropológico do sofrer humano”.
 
“A experiência depressiva traz sofrimentos tão intensos que são inimagináveis para os outros; não ser compreendido na própria dor acentua a sensação de estranheza e pena de si.”
 
“O espaço do deprimido tende a ser vazio, sem relevos nem perspectivas; as coias são vividas como isoladas, distantes e inalcançáveis, dentro de um universo fechado e opressor.”
 
“A dor existencial e a angústia espelham um estado afetivo particular que retira das pessoas as qualidades e os interesses que as animam.”
 
“Especialistas defendem que, em muitos casos, a depressão pode ser uma adaptação mental saudável que nos oferece melhores condições para resolver problemas complexos.” É um tempo de ruminação para poder se posicionar melhor diante de alguma situação que exige uma análise mais profunda.
 
“Conforto faz bem. Certo? Nem sempre. Facilidades da vida moderna podem causar consequências pouco saudáveis: o excesso de comodidade priva nosso cérebro de recompensas, o que concorre para aumentar os índices de depressão”.
 
“O bem-estar psíquico causado pelo esforço pode ser considerado uma ferramenta evolutiva que mantém o homem saudável”.
 
“Realizar atividades consideradas significativas estimulam centros neurais e isso se reflete nos estados de ânimo”.
 
“Estresse, ansiedade e depressão liberam cortisol na corrente sanguínea; em excesso, esse hormônio prejudica o sono delta, o que explica por que pessoas com esses transtornos dormem mal”.
 
“Há indicadores de que pessoas que sofrem de distúrbios psíquicos costumam ter carência de substâncias nutritivas, como vitaminas B e ácidos graxos ômega 3.”
 
“Participar de equipes esportivas, de reuniões para cantar, fazer trabalhos manuais, discutir ideias de um autor ou integrar-se a qualquer outra atividade na qual seja necessário se socializar pode ser decisivo para evitar sintomas depressivos – ou sair deles.” É importante que a pessoa se sinta inserida no grupo. Sair do isolamento é uma grande ajuda que a pessoa está se dando.
 
“A solidão funciona como um gatilho para o aparecimento de sintomas físicos e psíquicos; porém, não basta estar perto de outras pessoas, é preciso haver intimidade”.
 
“Estudos com mais de 4 mil pessoas mostrou que participar de grupos ajuda a reduzir consideravelmente os riscos de recaída da depressão no prazo de seis anos.” Só isto já é um ótimo motivo para procurar não se isolar e ter sempre alguns grupos de referência e valorizar os grupos de pertença. Se você sente que está entrando em depressão, faça um esforço extra para não se isolar ou fugir dos grupos aos quais você pertence.
 
“Fármacos podem muito úteis em determinados casos, mas algumas terapias apresentam vantagens sobre o uso isolado de remédios, garantindo a melhora na qualidade dos relacionamentos e redução do risco de volta dos sintomas após o fim do tratamento.”
 
“A depressão apresenta duas formas básicas: o tipo UNIPOLAR envolve a perda de interesse nas atividades diárias e na forma BIPOLAR os pacientes passam por estados maníacos, com euforia associada a surtos de compras e até aventuras sexuais impulsivas.” Na fase eufórica a pessoa se acha capaz de tudo fazer. Parece que tem uma energia inesgotável, não calcula os riscos que corre…
 
“O nascimento de um filho costuma ser uma vivência feliz, mas para até 20% das mulheres a depressão pós-parto pode prejudicar esse momento. A psicoterapia e o apoio do parceiro são fundamentais para afastar a sensação de culpa e conectar-se ao bebê.”
 
“Cada vez mais estudos comprovam que o gênero influencia aspectos dos transtornos psíquicos, desde os sintomas e reações aos medicamentos até a progressão do distúrbio no decorrer da vida. As mulheres ficam tristes, sensíveis e desanimadas, já os homens se mostram irritados, inquietos e desatentos.”
 
“Sintomas masculinos são difíceis de reconhecer e se somam à relutância dos pacientes em admitir fraquezas, fazendo com que muitos fiquem se tratamento.” E isto faz com que os homens corram mais riscos.
 
“Consultar e procurar ajuda de um profissional pode significar a diferença entre a vida e a morte; em geral as mulheres procuram ajuda, já os homens negam a angústia.”
 
“Nos arrependemos de nossos atos e, algumas vezes, isso deflagra a sensação de perda, o que pode funcionar como gatilho para a depressão. Em alguns casos, o que mais nos incomoda, porém, não é o que fazemos, mas sim o que deixamos de fazer.”
 
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Sobre joaoloch

Psicólogo. Acupunturista. Quiropraxista, Terapeuta em Florais de Bach e Reiki, Mestre em Educação. Prof. Universitário. Clínica particular de Psicologia e Acupuntura End.: Rua Carlos Gomes, 697 - Vila Williams - Garça SP Fone (14) 34061605
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