Teste de gravidez

Na década de 50 os testes de gravidez eram feitos com sapos!

        “É isso mesmo! O método leva o nome de seu precursor, o pesquisador Galli-Mainini. Consiste na injeção da urina da suposta grávida em um sapo macho. Além de ser um procedimento pitoresco e estranho, era muito trabalhoso e pouco sensível, lógico!

Funcionava mais ou menos assim: Sabemos que a urina da mulher (e o soro) é muito rico no hormônio hCG (hormônio gonadotrofina coriônica). Assim, a urina daquela com suspeita de gravidez era coletada e cerca de 10 mL eram injetados em sapos machos. A injeção era via subcutânea de modo a atingir o saco linfático do animal. Se esta urina tivesse o hCG, o organismo do sapo era induzido a liberação de espermatozóides que eram então levados, depois de cerca de uma hora, até a cloaca e se acumulavam  na urina da bexiga. Passadas 1 ou 2 horas, uma pipeta (um tipo de canudo) era introduzida na cloaca do sapo para se obter a urina ali alojada e era levada ao microscópio para analise.

No resultado positivo apareciam espermatozóides semelhantes a finos riscos pretos, dotados de movimentos e uma fina cauda. E então a gravidez era anunciada. Logicamente, o pobre sapo (bufo, aquele feioso e enrugado) precisava pesar pelo menos 100 gramas. Alguns laboratórios da época mantinham funcionários para caçar e cuidar da criação de sapos. Além disso, os laboratórios anunciavam a compra dos animais.

Como curiosidade: antes do Galli-Mainini havia o teste de Friedman, que usava coelhas. Eram também injetadas com urina e após uns 2 ou 3 dias eram operadas ou sacrificadas para se observar seus ovários.

         O mais antigo e primeiro teste era o de Chaim-Zondek que utilizava ratos.

 

Felizmente, logo na década de 60, surgiram os primeiros ensaios comerciais baseados em anticorpos contra hCG e em técnicas de hemaglutinação, alguns dos quais ficaram famosos, como o Pregnosticon®”.

Em Fabriciano, o Laboratório Franco, onde trabalhei, comprava sapos em Belo Horizonte – havia loja que vendia.

No quintal lá de casa havia o sapário com uns trinta sapos, em média. Uma vez por semana era dado um pedaço de carne para cada sapo: introduzia-se o pedaço em sua boca e, com uma pipeta, empurrava-o “guela a baixo” do pobre do coitado do bichano.

Normalmente o resultado do exame de gravidez era enviado, via telefone, diretamente ao médico. Era interessante, ou desinteressante, a reação das mulheres com o resultado: umas choravam ou riam, outras tristes ou alegres e outras mais preocupadas ou desesperadas.

130616 

                   Benedito Franco

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Sobre joaoloch

Psicólogo. Acupunturista. Quiropraxista, Terapeuta em Florais de Bach e Reiki, Mestre em Educação. Prof. Universitário. Clínica particular de Psicologia e Acupuntura End.: Rua Carlos Gomes, 697 - Vila Williams - Garça SP Fone (14) 34061605
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