A PIPA E A FLOR

 

Essa é uma estória contada por Ruben Alves, que narrarei a seguir, não exatamente como ele escreveu, mas mantendo o espírito da narrativa.

Todos sabemos que para subir, a pipa precisa de um apoio na terra. Foi assim que uma pipa ganhou as alturas do céu, segurada por um menino. Lá de cima ela admirava as coisas e se sentira feliz pela oportunidade. Até que um dia, lá do alto a pipa avistou uma bela flor e se encantou por ela. Deu um jeito de se desvencilhar das mãos do menino e se enroscou na flor e as duas se enamoraram.
Todos os dias a pipa, tendo a segurança da flor que a segurava, subia e admirava as paisagens com todas as novidades que aconteciam. Depois descia e compartilhava com a flor todas as suas alegrias.
Por um tempo isto funcionou bem.Mas a flor começou a ficar com inveja da pipa com ciúmes. Começou a não suportar mais que a pipa pudesse ver coisas que ela não via. E,pior ainda, alegrar-se com isso.” Diante disso o que a flor começou a fazer? Cada dia ela começou a encurtar mais a linha e a pipa ia tendo que voar mais baixo, ao ponto de um dia a pipa mal podia sair do chão, ficando ali em volta da flor, não podendo ver mais nada além dela. Não via mais nada e até os assuntos alegres, o compartilhar as coisas, o falar de fatos e belezas que a flor não podia ver mas a pipa sim e por isso trazia alegria para as duas…. Tudo foi ficando muito sem graça. A vivacidade da pipa, a beleza das suas histórias, a alegria de todos os dias sair para sua jornada foram como que murchando. A pipa foi entrando em depressão. E a flor, fechada em seu egoísmo segurava a pipa só para si, achando que isso era amor.
Neste ponto pode-se vislumbrar três saídas para essa convivência:
1. A pipa se resigna a deixar de viver conforme sua natureza e se contenta em ficar o resto da vida em volta da flor, mesmo que não sinta mais nenhuma satisfação em viver e nem vontade de conversar com a flor tenham mais. Até porque não tem mais nada para compartilhar. As duas terminam seus dias assim, nessa vida sem nenhuma graça;
2. A flor solta novamente a linha para a pipa voltar a ter alegria com a vida e ser novamente aquela companhia tão agradável;
3. A pipa dá um jeito de se desenrolar dessa flor e, pelo amor que tem a si mesma e pelo gosto de viver, acha um outro apoio para si e recupera sua vivacidade.

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Sobre joaoloch

Psicólogo. Acupunturista. Quiropraxista, Terapeuta em Florais de Bach e Reiki, Mestre em Educação. Prof. Universitário. Clínica particular de Psicologia e Acupuntura End.: Rua Carlos Gomes, 697 - Vila Williams - Garça SP Fone (14) 34061605
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