Nossos atos…nossos vícios

Nosso cérebro tem uma facilidade muito grande para fixar padrões de comportamentos e de pensamentos. Depois que fazemos algumas coisas algumas vezes, a tendência é automaticamente as fazermos de novo. É assim que criamos os hábitos. Ficamos habituados a uma ação, a um tique, a repetirmos uma palavra, a darmos determinadas respostas…. Isto é um recurso para economizarmos energia. As coisas vão no automático e sobra tempo para, sem percebermos, fazermos uma coisa enquanto estamos pensando em outra. O problema é quando criamos um hábito que começa a nos fazer mal.
Desmontar um hábito dá um certo trabalho. Exige persistência na auto-observação, para não fazer mais aquilo que se tenta corrigir ou mudar. Pois tem que se desmontar o costume sedimentado e ir montando o novo. Parece que está indo tudo bem quando se dá uma distraída e lá estamos repetindo aquilo que já não queríamos mais. Aí tem que se começar tudo de novo até que o novo fique estabelecido. Pode demorar bastante e até causar desconforto por um tempo, pois era cômodo agir daquela forma, mesmo que estivesse fazendo mal. Temos que fazer uma mudança na nossa atitude relativo aquilo que queremos mudar (convicção interna que orienta nossas ações), o que faz a “porca torcer o rabo”.
Cada um pode sentir isto só se observando um pouco na questão de alguns pensamentos. Pensamentos que se repetem, que martelam… Por quê? Porque em determinado momento você ficou repetindo aquele pensamento, em consequência de alguma coisa que aconteceu ou algum medo. Se o pensamento for negativo está feito o estrago. Ele não tem sentido objetivamente e nem vai ajudar em nada, mas está lá. Quanto mais força se faz para não tê-lo, mais firme, forte, barulhento ele fica. E daí?
Dai que não adianta ficar brigando com ele. Não adianta pegar um caminhão de terra e jogar em cima dele. Ele reaparece mais forte ainda. O cérebro ficou viciado em pensar nele. E fazer força para não pensar é por adubo no danado. Então, faça as pazes com ele. Não brigue com ele. Mas não pare nele. Ele aparece, você percebe que está ali, pode até falar um oi. E procure se concentrar em outra coisa. Pensar outros pensamentos. Falar sobre outros assuntos. Não valorizar o dito cujo, nem ignorá-lo. Mas não parar nele. Aos poucos, vamos instaurando outros pensamentos mais condizentes e ele, quando percebermos, não está mais nos atrapalhando. E aí, por força do hábito, cuidar para não voltar lá para dar forças a ele novamente, pois é só dar uma sopradinha que o danado reacende com tudo.
Acima de tudo, é importante que acreditemos que podemos implantar em nós mesmos outros pensamentos melhores, e forjar novos comportamentos, se esses que estamos carregando estão nos sabotando, nos maltratando.
Boa sorte.

Anúncios

Sobre joaoloch

Psicólogo. Acupunturista. Quiropraxista, Terapeuta em Florais de Bach e Reiki, Mestre em Educação. Prof. Universitário. Clínica particular de Psicologia e Acupuntura End.: Rua Carlos Gomes, 697 - Vila Williams - Garça SP Fone (14) 34061605
Esse post foi publicado em EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO HUMANA, Psicologia, Uncategorized e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s