Rigidez e mudança

Se as coisas estão sempre mudando, o que agora existe também mudará. E porque o pensamento tem que ser tão rígido?
 
“Muitos de nós desenvolvemos compreensões parciais que acreditamos serem completas. Juanita Brown chama essas visões rígidas de “certezas nobres”. Quanto mais certeza temos em relação a elas, mais elas limitam nossa liberdade de pensamento.É possível que tenhamos passado anos construindo essas certezas e, por trás do medo de ficar sem elas, existe o medo de não termos outras para substituí-las.
O problema da certeza pode ser remediado com uma consciência do movimento da mudança. Isso acontece através da “reflexão na ação”: treinando uma pessoa com o objetivo de ver o fluxo de atividade que está por trás de todas as coisas. Isso envolve a habilidade de “suspender” a nossa certeza, de ver as coisas de um outro ponto de vista. A noção de que tudo se movimenta, em processo, pode nos aliviar da pressão de ter tudo funcionando, já que a única coisa de que temos certeza é de que as coisas mudam e, portanto, a situação atual também mudará.” (Peter SENGE,. A DANÇA DAS MUDANÇAS: o desafio de manter o crescimento e o sucesso em organizações que aprendem. Rio de Janeiro:Campus, 1999. p.418)
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IDOLATRIA

“Idolatria é a percepção da memória como pensamento. Como sons de um gravador, os pensamentos e sentimentos de sua memória estão prontos para inibir quaisquer pensamentos novos que você possa vir a ter.. Pensamos nos ídolos como falsos deuses do passado; porém, mesmo hoje em dia, temos muitos ídolos – imagens que aceitamos e que nos cegam e nos limitam, a visualizar novas possibilidades.
As pessoas constantemente não reconhecem a maneira como conspiram para criar esses tipos de ídolos, e também não enxergam como seu próprio comportamento e o comportamento do mundo ao seu redor não é o comportamento ideal. Em vez disso, o sistema os leva a culpar uns aos outros. Quando os valores da idolatria incluem tolerância e abertura, os resultados são particularmente irônicos: Culturas “abertas” que se fecham a qualquer um que não se pareça “aberto” o suficiente ou culturas tolerantes que se fecham para se proteger contra os “intolerantes”….
….
Para aprender a pensar, em vez de seguir pensamentos, escutamos nossas reações automáticas e damos importância a elas. “Por que”, perguntamos, “eu fiz isso”? Ralph Waldo Emerson uma vez afirmou “confiem em vocês mesmos”. Confiar em você mesmo significa fazer o trabalho duro de ouvir e dar ouvidos à verdade como a vemos, continuamente escutando para ver se ainda prestamos atenção às nossas memórias em vez dos pensamentos que se desenrolam dentro de nós”. (Peter SENGE,. A DANÇA DAS MUDANÇAS: o desafio de manter o crescimento e o sucesso em organizações que aprendem. Rio de Janeiro:Campus, 1999. p. 416-417).
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“Corpus Christi”, um pouco de história!

A freira agostiniana, Santa Juliana de Mont Cornillon, era muito devota de Jesus na Eucaristia e revelou a seu bispo visões que teve em torno de uma festa especial com esta devoção. Em torno de sua Abadia, surgiu um movimento dando origem a vários
costumes eucarísticos. No contexto da época, conta a história que um sacerdote, chamado Pedro de Praga, vivia angustiado devido a dúvidas sobre a presença de Jesus na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo, em Roma, para pedir o dom da fé. Ao passar pela cidade de Bolsena (na Itália), enquanto celebrava Missa, foi novamente acometido da dúvida. Na hora da Consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: A Hóstia branca transformou-se em carne viva, respingando sangue, manchando o corporal, os sanguíneos e as toalhas do altar, sem no entanto manchar as mãos do sacerdote pois, a parte da Hóstia que estava entre seus dedos, conservou as características de pão ázimo. A pedido do Papa Urbano IV, papa da época, os objetos milagrosos foram
levados para a cidade de Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente pelo próprio papa e levados para a Catedral de Santa Prisca.
Foi realizada, assim, a primeira procissão do “Corporal Eucarístico”. A “Festa da Eucaristia” se propagou por todo o mundo, ao longo dos séculos. Já antes de 1270 era celebrada na diocese de Colônia, na Alemanha. Surgiu ali e difundiu-se na Alemanha, na França, na Itália… Em Roma já era celebrada em 1350.
Como data da solenidade foi escolhida a quinta-feira após a celebração do domingo da Santíssima Trindade. Ficou quinta-feira, em referência à Última Ceia de Jesus. Foi quando Ele instituiu a Eucaristia: “Este é o meu corpo…isto é o meu sangue… fazei isto em memória de mim!” Mas nos tempos de hoje está sendo transferida para o domingo seguinte.
“Corpus Christi”: Na cruz, escondia-se sua divindade. Na Eucaristia, esconde-se também sua humanidade. Em ambas cremos, mesmo que com a fé do bom Ladrão e a de Tomé, que tocou nas chagas do Salvador;
Geraldo Rodrigues

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AS VICISSITUDES DO PRESENTE

“Tudo tem seu tempo, há um momento oportuno para cada empreendimento debaixo do céu.
Tempo de nascer,
e tempo de morrer;
tempo de plantar,
e tempo de colher a planta.
Tempo de matar,
e tempo de sarar;
tempo de destruir,
e tempo de construir.
Tempo de chorar,
e tempo de rir;
tempo de gemer,
e tempo de dançar.
Tempo de atirar pedras,
e tempo de ajuntá-las;
tempo de abraçar,
e tempo de se separar.
Tempo de buscar,
e tempo de perder;
tempo de guardar,
e tempo de jogar fora.
Tempo de rasgar,
e tempo de costurar;
tempo de calar,
e tempo de falar.
Tempo de amar,
e tempo de odiar;
tempo de guerra,
e tempo de paz” (Eclesiastes 3,1-8).
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Nossas 4 dimensões

Viver só uma parte de si mesmo é estar doente.
Para Jung, a integração entre as quatro dimensões (razão, intuição, sentimento e sensação), é sinal de saúde. É da conexão, da integração entre estas quatro propriedades que podemos encontrar o nosso centro, que podemos descobrir o nosso Self, o nosso Self verdadeiro. Este Self é a integração dos opostos, a Chama de Pentecostes, o coração inteligente ou a inteligência do coração. Porque a doença consiste em viver em apenas uma parte de si mesmo, viver apenas sua cabeça, viver somente suas sensações, viver somente sua afetividade, viver somente da sua inspiração ou das suas revelações interiores.
Podemos viver de belas revelações interiores, de belas mensagens, mas se elas não estiverem encarnadas na matéria, no corpo, teremos somente lindas explicações do mundo. E se nos falta o coração, se não pudermos realmente encontrar os outros, para que elas nos servirão? Por isso o importante, sempre, é a integração. (Jean-Yves Leloup, in O ESPÍRITO NA SAÚDE. Petrópolis: Vozes, 1999. p. 18-19).

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Nossas facetas

Algumas pessoas despertam (ou ativam) em nós a sensibilidade mais fina, o gosto pelo belo, pelo justo, pela arte mais refinada, a espiritualidade mais delicada.
Outras despertam o nosso lado mais instintivo, descontrolado, grosseiro…
Algumas não despertam nada.
E outras despertam nossa integridade, nossa inteireza, nossa completude, nosso lado divino e humano.

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