A “ARTE DE SE CONTRARIAR”

A “arte de se contrariar” como é acentuado pelo Amor Exigente na orientação aos dependentes químicos em recuperação, não é um ato masoquista, ou um impor-se sacrifícios e situações chatas em si mesmas. A arte de se contrariar, que serve para todos, é conseguir discernir entre aquilo que se tem vontade de fazer no momento e aquilo que se precisa fazer, mediante um objetivo, vendo as consequências a médio e longo prazo.
Diante do que se pretende conquistar, nem sempre o que se precisa fazer é o mais gostoso ou o mais cômodo no momento. Mas se há o desejo de se conquistar um novo estado de vida, ou superar uma dificuldade que exige desacomodação, então é preciso renunciar ao que é mais fácil ou mais prazeroso, antecipando as vantagens dessa renúncia, justamente por um objetivo maior que trará muito mais satisfação.
Por isso que para quebrar um hábito o esforço deve ser consciente e persistente, até que se instale o novo jeito de se viver. Quem pretende mudar alguma coisa, ou estilo de vida que não esteja fazendo bem, sem um esforço pessoal firme, não vai conseguir mudança nenhuma e só vai aumentar a própria frustração com o sentimento de incapacidade e fraqueza. Só com a persistência, aceitando o desconforto momentâneo, é que se consegue um novo patamar na vida.

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Reflexão para o dia de finados: a passagem pela clínica de Deus — Leonardo Boff

A passagem pela clínica de Deus Entrevista a João Vitor Santos IHU n. 493 1/11/2016 A morte é um acabar de nascer. Como dizia José Marti: ‘morrer é fechar os olhos para ver melhor’, ver Deus e as realidades bem-aventuradas que desde sempre Ele nos preparou”. É assim que o teólogo Leonardo […]

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Meus mortos em mim

Algumas datas nos incitam a pensar mais em determinadas realidades da nossa existência. Não que nos outros dias essas realidades nos sejam esquecidas ou ignoradas, mas a intensidade com que nos debruçamos sobre alguns temas é mais forte nas datas alusivas aos mesmos. E o tema que nos cutuca nestes dias é a morte – dia de finados. E ao refletir sobre a morte, grita sempre muito alto o sentido da vida e das heranças que recebemos daqueles que vieram antes de nós e nos permitiram também viver e que, no momento, parece que só existem em nossas lembranças. Só parece, porque existem em nós muito mais que nas lembranças. Eles continuam em nós. Somos muito mais nossos antepassados do que achamos. Assim como seremos muito mais nos nossos descendentes, em qualquer grau, do que qualquer lembrança. Seremos perpétuos, como nossos antepassados são em nós, em todos os que viverem depois que já não formos mais lembrados. Como carregamos a carga cultural e biológica dos que viveram antes de nós, nós transmitimos essa carga aos que nos sucederem. E assim caminha a humanidade, sempre se renovando e sempre se mantendo quase que do mesmo jeito. Tenho em mim todos os meus antepassados, e muitos certamente são os mesmos que os seus, mesmo que nem nos consideremos parentes. Por isso, somos tão parecidos em muitas coisas, apesar das diferenças. Em função disso, continuaremos fazendo parte da humanidade até o fim de sua existência. Numa combinação de vários matizes, cada um de nós é uma síntese de muitos e em muitos continuaremos. E a eternidade vai sempre se atualizando e se renovando.
Minha reconciliação com meus mortos que vivem em mim e dos meus vivos que se somam a mim. E minha gratidão aos vivos nos quais terei continuidade. Também por causa disso, mesmo sendo transitório, sei que sou eterno.
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Crack e políticas públicas

Crack é tema de pesquisa da Fiocruz

Crack e exclusão social são temas de pesquisas realizadas pela Fiocruz.

Pesquisa apontou estigma social causado pelo uso da substância e necessidade de políticas públicas

O consumo de crack aumentou consideravelmente no Brasil. Algumas regiões, principalmente os grandes centros urbanos, vêm buscando alternativas no intuito de minimizar danos e riscos do uso prejudicial da substância. Diante dos altos índices de consumo do crack no país, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) encomendou a Pesquisa Nacional sobre o Crack, desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O estudo revelou que o Brasil possui 370 mil usuários regulares de crack nas capitais, sendo 80% homens, negros, de baixa escolaridade e renda, com média de 30 anos de idade. Em outra pesquisa, com intuito de investigar a relação entre o uso do crack e processos de exclusão e desclassificação social em diferentes esferas e dimensões, foi apontada a necessidade fundamental de políticas e linhas de cuidado para pessoas que tenham problemas com drogas.

Segundo Leon Garcia, que assina o relatório da pesquisa, quando o tema das drogas ganhou destaque no panorama político-midiático brasileiro o crack ocupou o centro do cenário. “Ao uso de crack passou a ser atribuída responsabilidade por crimes violentos e pela suposta degradação moral de parte da juventude brasileira. Jornalistas, lideranças políticas e religiosas não tiveram dificuldade em encontrar especialistas dispostos a corroborar esses e outros mitos, como o que reza que o crack vicia na primeira tragada e mata seus usuários em seis meses. Como se sabe, a primeira vítima das guerras é a verdade. Na assim chamada guerra às drogas, não tem sido diferente”, argumenta Leon. O estudo está disponível em http://repositorio.caminhosdocuidado.org/handle/handle/561.

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A esperança

A esperança“A esperança não é otimismo, não é aquela capacidade de olhar para as coisas com bom ânimo e andar para a frente. Não, aquilo é otimismo, não é esperança. Nem a esperança é uma atitude positiva perante as coisas. Aquelas pessoas luminosas, positivas… Isto é bom, mas não é esperança. Não é fácil perceber bem o que é a esperança. Diz-se que é a mais humilde das três virtudes, porque se esconde na vida. A fé vê-se, sente-se, sabe-se o que é. A caridade faz-se e sabe-se o que é. Mas o que é a esperança? Para nos aproximarmos um pouco, podemos dizer, em primeiro lugar, que a esperança é um risco, é uma virtude arriscada, é uma virtude, como diz S. Paulo “de uma ardente expectativa em direção à revelação do Filho de Deus” (Rm 8, 18-25). Não é uma ilusão. A esperança é, portanto, mais do que otimismo, mais do que bom ânimo… Os primeiros cristãos consideravam a esperança como uma âncora na margem do Além. E a nossa vida é, precisamente, caminhar em direção a esta âncora”. (Papa Francisco, 29/outubro/2013) – http://www.aparecidadasaguas.com.br

 

 

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O Medo

“O medo é a emoção associada ao fato de estarmos desligados da realidade maior. O medo é a emoção da separação. O medo é o contrário do amor, que é estarmos ligados à unidade de todas as coisas….
…Bem no fundo de você mesmo existe um lugar que sabe que pode enfrentar e atravessar qualquer coisa.
Se você olhar para dentro, sentirá o seu apelo para não ter de experimentar o que teme. Entretanto, se deixar que as coisas sigam o seu curso natural e se entregar à sua Centelha Divina, verá que, provavelmente, precisa enfrentá-lo. À proporção que passa pela experiência temida, o medo se transforma em compaixão afetuosa. Isso inclui a experiência da morte.
Não se trata de
destruir o medo,
senão de conhecer-lhe a natureza
e de vê-lo como uma força
menos poderosa
que a força do amor”
(Barbara Ann Brennan. Ed Pensamento, pp. 359-0).
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Nossos limites e crescimento

O nosso crescimento em nossa humanidade é muito lento porque temos uma tendência a só aceitarmos aquilo que massageia nosso ego e nos faz nos tornarmos ainda mais convencidos de que somos pessoas inteligentes e boas. Ficamos felizes e concordamos só com os que nos elogiam. Fazemos esforço para que os outros nos vejam como exemplos de vida, como sábios, honestos…. E, em muitas situações, até somos mesmo.
Só que com esta tendência corremos o risco de jogarmos muitas pérolas fora, ou nos revoltarmos contra elas, porque nos questionam, cutucam, tentam nos ajudar a ver o lado não tão bonito que temos. E isto não é para nos prejudicar. Pelo contrário, é para que enxergando esses limites, possamos reconhecê-los como sendo realmente parte de nós e para que esta parte escura possa ser iluminada. Quanto mais esse lado negativo que temos for sendo iluminado, menos limitados vamos nos tornando. Para isso é preciso coragem. Coragem para não fugirmos de nós mesmos quando aquelas coisas mais escondidas querem se mostrar. Para não fazermos isso, é muito comum que, algo que poderíamos aproveitar, o mais rápido possível nós já ficamos pensando para quem serve aquilo, quem precisaria ouvir ou ler tal coisa. Não aceitamos que “aquele chapéu” fica muito bem na nossa cabeça. Como não aceitamos “esse chapéu”, revoltamo-nos contra quem nos mostra e jogamos logo de volta com mais uma dúzia de “chapéus” que talvez também tivessem que ficar na nossa cabeça, para cima dos outros. Com isso perdemos oportunidades de crescimento e, o pior, às vezes ficamos ainda mais tapados.
Coerência é procurarmos ser inteiros naquilo que tivermos capacidade. Investir nisso é ir aumentando nossa capacidade de autoconhecimento e superação dos nossos limites. Só como um exemplo vejamos a coerência de Jesus, quando ele sentiu insegurança, quando lhe faltou a fé na misericórdia do Pai ele aceitou esse momento de escuridão e gritou: “Meu Pai, por que me abandonaste?”. Mas quando a fé voltou, e não demorou muito, ele exclamou também do fundo do coração:”Em tuas mãos entrego o meu espírito”. E a sua missão se completou entregando-se com toda confiança nos “braços” do Pai.Não resistiu em sentir novamente iluminado.
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