Nós e a família

“Saiba que a família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade”.
A família é muito importante, como grupo de pertença. Nosso primeiro apoio, nossa referência para muitas coisas, primeira experiência de convivência em grupo, ponto de apoio e orientação. Ali temos as pessoas mais semelhantes a nós e que compartilham conosco muitos princípios, valores, entendimento do mundo Por sermos muito parecidos e convivermos muito, até que cada um tome seu rumo, também é onde tem muitos atritos que precisam ser administrados. Justamente no grupo familiar vamos aprendendo a compartilhar, a esperar, a ceder, a ajudar e ser ajudados….
Mas cada membro da família é uma pessoa com sonhos e experiências próprias. Por isso, muitas necessidades também são diferentes e, cabe a nós, respeitarmos as diferenças de visão e de ação. Se amamos e somos amados, mesmo não concordando com algumas coisas que nossos familiares fazem ou pensam, continuamos nos apoiando, contando com eles e deixando claro que podem contar conosco, que também temos capacidade de nos desacomodarmos para melhorarmos a convivência. Sempre com bom senso.
Somos semelhantes, mas não somos iguais. É bom sempre ter isso presente, para não se sentir ofendido quando um membro não pensa e age em tudo como nós agimos. E também estar consciente de que não podemos tomar qualquer decisão em nome da família sem saber se a família concorda com aquilo.
Mas se começarmos a nos afastar muito da família, ou não fizermos nenhum esforço por aqueles que moram, que convivem conosco, pode ser que em determinada hora percebamos que ficamos sozinhos. Não fomos abandonados. Nós que abandonamos nossa família e aí, quando notarmos, pode ser que já não a alcancemos mais.

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Euforia e riscos

Euforia e riscos

Estar eufórico é sentir-se num estado exagerado de alegria, de entusiasmo. Quando a pessoa se encontra neste estado de sentimento, tudo para ela parece fácil, tudo é possível, tudo ela pode, nada vai dar errado… Nesse estado exagerado, a pessoa não avalia riscos, dificuldades, consequências e, perigosamente, arrisca-se. Por causa desse sentimento, sente-se com super poderes e não dá tempo nem para questionar algumas ações.
Quando se encontra nesse estado, o risco de acidentes, de negócios mal pensados, de compras desnecessárias, de compromissos impossíveis de cumprir, são muito constantes. Quando passa a euforia, sobra a ressaca, ou as consequências ainda mais danosas por causa dos riscos que se impôs.
O que fazer quando se encontra num estado assim? O melhor é cuidar para não fazer besteiras. Esperar “baixar um pouco a bola”. Tendo esse bom senso, percebe-se melhor as coisas, as próprias limitações e se avalia com mais cuidados os passos a serem dados, evitando problemas que, às vezes, são muito pesados.
Além disso, um estado exageradamente alegre que perdure por muito tempo, segundo a medicina tradicional chinesa, põe em risco a saúde do coração. Tudo que é exagerado faz mal. Nós não somos programados para exageros. Só alguns e por pouco tempo.

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Pausa para se encontrar

Se acontecer de em algum momento você ficar muito chateado com o mundo ao seu redor, com as mentiras, as armadilhas desumanas, o mal mostrado como sendo bem, talvez seja bom ficar um pouco encarando a si mesmo. Se precisar vá para a frente de um espelho e se olhe por um tempo, tendo a certeza que pelo menos neste momento você está diante de uma boa obra de Deus, com beleza, inteligência, vontade de construir um mundo melhor e forças para superar as dificuldades. Diante disso, recupere sua alegria de viver. E vamos em frente…

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Nossa vida e suas surpresas

A vida sempre pode nos apresentar surpresas. As boas nós as recebemos com alegria, queremos mais. Com as ruins, naturalmente, temos outra reação. Mas o fato de não as querermos não nos protege de suas visitas. Queremos o paraíso, onde nenhum problema possa interromper nosso gozo. E imaginamos o paraíso como sendo o contrário daquilo que estamos vivenciando e que não gostamos. Um dia o teremos, no tempo que imaginamos ser o tempo certo.
Enquanto estivermos aqui, precisamos nos fortalecer para aguentar os trancos e superá-los. A realidade é assim mesmo, recheada de coisas tristes e alegres, ruins e boas, que fazem chorar e que fazem rir…numa sucessão sem fim. Esses embates vão nos fortalecendo e nos ensinando a transcender a realidade concreta com esperança, com fé e com amor a tudo o que nos é importante.
Ao transcender nós vamos além do que está acontecendo. Vamos além do concreto, procurando um sentido maior. Este sentido nos impulsiona, nos incentiva, nos dá forças para a superação daquilo que se ficarmos parados nele, podemos não suportar.
É bom sempre nos lembrarmos que tudo é realmente transitório, tudo é passageiro e que não há porque sofrer tanto, sofrer por algo que é passageiro como se fosse eterno.
Se cremos que Deus nos criou para a eternidade, então vamos nos lembrar sempre disso – que a eternidade vem depois que tivermos superados essas coisas transitórias. Mas enquanto estivermos no transitório, vamos viver, no que depender de nós, da melhor forma possível. E se cairmos mil vezes, vamos nos levantar mil e uma vezes e alimentarmos a disposição de fazer com que nossa vida faça a diferença no sentido de ajudar a construir um mundo melhor, mesmo quando não formos tão bom quanto gostaríamos.
Se interrompermos a vida num momento de dificuldade, não daremos a nós mesmos a oportunidade de usufruirmos o que de bom ainda etá para acontecer.
E que o amor nos oriente!

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Perseguir a felicidade

Alexis de Tocqueville, um francês que esteve na América do Norte há mais de um século, fez algumas observações muito inteligentes a respeito do povo americano, da atmosfera e do idioma do país. Diz ele que os americanos têm uma ideia enganosa na sua Constituição: a de perseguir a felicidade. Não se pode perseguir. Não dá certo.

Segundo Robert A. Johnson, a formulação, para os dias de hoje, deveria ser assim: “Se você for útil à sua realidade, você será, sem dúvida, feliz. Se você, entretanto, viver apenas perseguindo a felicidade, somente conseguirá que ela jamais lhe apareça.”
(JOHNSON, Robert A. HE: a chave do entendimento da psicologia masculina. São Paulo: Mercúrio, 1987, p. 102).

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Surpresas da convivência

Toda pessoa que conhecemos e, principalmente, toda pessoa com a qual convivemos é menos do que imaginamos e esperamos e também é mais. Assim como nós somos menos qualidades e defeitos do que as pessoas pensam sobre nós e mais, porque algumas qualidades elas nem imaginam, assim como alguns defeitos. Mas nós os temos. Fazer o quê?
É por isso que surpreendemos quem está perto de nós todos os dias. Às vezes boas surpresas, com manifestações e ações. E, às vezes, surpresas desagradáveis. E, assim, vamos sendo atualizados aos olhos dos demais e vamos atualizando nossas imagens e imaginação sobre quem nos cerca.
A dinâmica dos relacionamentos vai sendo tecida assim. É isso que sacode, tira do marasmo, desacomoda e faz com que todos os dias possamos ter novidades.
Não temos que ficar chateados por só descobrir algumas nuances de alguém depois de muito tempo conviendo. Não temos mesmo capacidade de conhecer tudo. Se não conhecemos nem a nós mesmos de modo perfeito, e olha que convivemos conosco desde quando fomos gerados, como vamos conhecer completamente uma outra pessoa?
Assim como a outra pessoa é capaz de às vezes apontar para nós coisas que não tínhamos percebido em nosso modo de ser, nós também podemos ajudá-la a ir se conhecendo melhor. Havendo uma abertura para essa ajuda, vamos até os fins de nossos dias nos descobrindo e descobrindo as pessoas que amamos. As surpresas vão nos enriquecendo e nos tornando melhores.

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SAUDADE

A saudade é um sinal de que nossa emoção está sadia e que não temos um coração de pedra. Mas se ficarmos só parados na saudade podemos estar fechando o coração para novas boas emoções e revitalização da nossa alma. Fazer moradia na saudade é só olhar para trás e se impedir de sentir o que continua acontecendo, com pessoas, fatos, coisas. Estagnar na saudade por muito tempo é renunciar a sentir o processo de renovação contínua que é a vida. É valorizar só aquilo que a vida já nos levou e deixar de receber o que ela continua nos oferecendo.
Sentir saudades, mas também sentir o presente.
Bom sentir saudades que nos recordam nossas histórias. Bom sentir o presente que nos mostra que continuamos vivendo. Bom imaginar o futuro, que nos motiva a vivermos bem agora para também vivermos bem amanhã.

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