Achar a minha canção

“Estou me procurando”, não é uma afirmação que se ouve muito, assim de forma explícita. Mas aparece de outra forma, bem frequente e de forma até bem natural. “Estou perdido ou perdida.” Ao expressar estou perdida, a pessoa reconhece que não sabe que rumo tomar. Não sabe o que fazer. Perdeu o mapa, a bussola, o discernimento. E, muitas vezes, perdeu-se de si mesma. Não está mais conseguindo saber quem é. Que situação complicada! Mas fica mais complicada se ela se acomodar nisso ou assim ficar achando que essa confusão é normal como será normal viver desse jeito, sem identidade, sem rumo, sem se reencontrar, pensando que não é mais possível.
Se a pessoa percebe que pode fazer um movimento em direção a si mesma novamente, ela pode, aos poucos começar a conhecer uma pessoa muito interessante, com muitos recursos, sabedoria e capacidade de reconstruir a própria história novamente, com outras matizes, outros cantos e outros sonhos muito interessantes que ela perdeu, porque pegou, em algum lugar, um atalho errado. Procurar a si mesma pode ser uma oportunidade de encontrar o tesouro mais valioso que se pode achar na vida e para a vida. Começar novamente a ouvir a própria canção. Aquela canção que faz vibrar a nossa alma e nos devolve o entusiasmo e a alegria.

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Fim de tarde

Enquanto o sol se apaga, as lamparinas são acesas
E meu coração vai se acalmando após uma bela jornada
Amanhã, ao abrir os olhos, estarei novamente feliz,
Na expectativa de que o sol novamente se acenda
E se renove em mim o gosto pelo viver iluminado pela esperança.
No dia em que o sol não mais aparecer, é que já estarei inteiro em uma outra dimensão de luz.

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GESTOS

Os gestos vão onde as palavras não conseguem chegar.
Um inclinar de cabeça,
Um aceno de mão,
Uma mudança sutil no olhar
com um sorriso matreiro
ou uma lágrima a escapar….
Ah estes gestos que parecem ser independentes
do que queremos expressar!
Clareiam tudo o que não sabemos ou não conseguimos declarar.
Eles abrem as janelas, mesmo que racionalmente nós a queiramos fechar.
Muito bom quando no gesto a expressão é AMAR!
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JULGAMENTO, VIOLÊNCIA…E INCLUSÃO

No julgamento decidimos que as coisas são de um jeito ou de outro. Defendemos nossas interpretações, procurando evidências de que estamos certos, ignorando as evidências de que estamos errados. Aí, impomos nosso julgamento aos outros. Não conseguimos ver nenhuma lógica possível ou validade em seus pontos de vista. Então, eles têm de mudar – ou eles obviamente estão agindo com más intenções.
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Manter a defensiva leva à violência. A palavra “violência” vem de “o uso indevido da força”. Sem violência de pensamento – a tentativa de impor a lógica, o julgamento e os valores aos outros, mesmo que em defesa própria – não haveria violência de ação. A violência começa entre nossas orelhas.
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Que remédio poderia existir para o julgamento do mundo exterior? Apenas o reconhecimento de que o limite entre nós e o restante do mundo não existe da maneira que nós o compreendemos. Muitos de nós geralmente nos vemos como partes do mundo. Dizemos “estou aqui, o mundo está lá, à nossa volta”. Mas é mais correto dizer que o mundo está dentro de nós. Tudo que nos acontece, acontece na nossa consciência. À medida que você lê essas palavras, elas se tornarão parte de seu consciente. Você pode pensar sobre elas, descartá-las, ou ignorá-las, mas elas já se tornaram parte de você.
Pense nas pessoas que são importantes para você. A influência delas não o abandona apenas pelo fato de que elas não estão fisicamente presentes. Elas continuam a existir dentro de você, são forças ativas que guiam você. Mesmo que já tenham morrido.
Inicialmente, é de certa forma desafiador pensar dessa maneira, mas há um poder e um potencial verdadeiro dentro dela. Em práticas como por exemplo diálogos, as pessoas podem aprender as maneiras as quais nos conectamos, assim como as maneiras pelas nós nos separamos uns dos outros. (SENGE,P. A dança das mudanças, p. 418-419)

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Rigidez e mudança

Se as coisas estão sempre mudando, o que agora existe também mudará. E porque o pensamento tem que ser tão rígido?
 
“Muitos de nós desenvolvemos compreensões parciais que acreditamos serem completas. Juanita Brown chama essas visões rígidas de “certezas nobres”. Quanto mais certeza temos em relação a elas, mais elas limitam nossa liberdade de pensamento.É possível que tenhamos passado anos construindo essas certezas e, por trás do medo de ficar sem elas, existe o medo de não termos outras para substituí-las.
O problema da certeza pode ser remediado com uma consciência do movimento da mudança. Isso acontece através da “reflexão na ação”: treinando uma pessoa com o objetivo de ver o fluxo de atividade que está por trás de todas as coisas. Isso envolve a habilidade de “suspender” a nossa certeza, de ver as coisas de um outro ponto de vista. A noção de que tudo se movimenta, em processo, pode nos aliviar da pressão de ter tudo funcionando, já que a única coisa de que temos certeza é de que as coisas mudam e, portanto, a situação atual também mudará.” (Peter SENGE,. A DANÇA DAS MUDANÇAS: o desafio de manter o crescimento e o sucesso em organizações que aprendem. Rio de Janeiro:Campus, 1999. p.418)
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IDOLATRIA

“Idolatria é a percepção da memória como pensamento. Como sons de um gravador, os pensamentos e sentimentos de sua memória estão prontos para inibir quaisquer pensamentos novos que você possa vir a ter.. Pensamos nos ídolos como falsos deuses do passado; porém, mesmo hoje em dia, temos muitos ídolos – imagens que aceitamos e que nos cegam e nos limitam, a visualizar novas possibilidades.
As pessoas constantemente não reconhecem a maneira como conspiram para criar esses tipos de ídolos, e também não enxergam como seu próprio comportamento e o comportamento do mundo ao seu redor não é o comportamento ideal. Em vez disso, o sistema os leva a culpar uns aos outros. Quando os valores da idolatria incluem tolerância e abertura, os resultados são particularmente irônicos: Culturas “abertas” que se fecham a qualquer um que não se pareça “aberto” o suficiente ou culturas tolerantes que se fecham para se proteger contra os “intolerantes”….
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Para aprender a pensar, em vez de seguir pensamentos, escutamos nossas reações automáticas e damos importância a elas. “Por que”, perguntamos, “eu fiz isso”? Ralph Waldo Emerson uma vez afirmou “confiem em vocês mesmos”. Confiar em você mesmo significa fazer o trabalho duro de ouvir e dar ouvidos à verdade como a vemos, continuamente escutando para ver se ainda prestamos atenção às nossas memórias em vez dos pensamentos que se desenrolam dentro de nós”. (Peter SENGE,. A DANÇA DAS MUDANÇAS: o desafio de manter o crescimento e o sucesso em organizações que aprendem. Rio de Janeiro:Campus, 1999. p. 416-417).
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