GESTOS

Os gestos vão onde as palavras não conseguem chegar.
Um inclinar de cabeça,
Um aceno de mão,
Uma mudança sutil no olhar
com um sorriso matreiro
ou uma lágrima a escapar….
Ah estes gestos que parecem ser independentes
do que queremos expressar!
Clareiam tudo o que não sabemos ou não conseguimos declarar.
Eles abrem as janelas, mesmo que racionalmente nós a queiramos fechar.
Muito bom quando no gesto a expressão é AMAR!
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JULGAMENTO, VIOLÊNCIA…E INCLUSÃO

No julgamento decidimos que as coisas são de um jeito ou de outro. Defendemos nossas interpretações, procurando evidências de que estamos certos, ignorando as evidências de que estamos errados. Aí, impomos nosso julgamento aos outros. Não conseguimos ver nenhuma lógica possível ou validade em seus pontos de vista. Então, eles têm de mudar – ou eles obviamente estão agindo com más intenções.
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Manter a defensiva leva à violência. A palavra “violência” vem de “o uso indevido da força”. Sem violência de pensamento – a tentativa de impor a lógica, o julgamento e os valores aos outros, mesmo que em defesa própria – não haveria violência de ação. A violência começa entre nossas orelhas.
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Que remédio poderia existir para o julgamento do mundo exterior? Apenas o reconhecimento de que o limite entre nós e o restante do mundo não existe da maneira que nós o compreendemos. Muitos de nós geralmente nos vemos como partes do mundo. Dizemos “estou aqui, o mundo está lá, à nossa volta”. Mas é mais correto dizer que o mundo está dentro de nós. Tudo que nos acontece, acontece na nossa consciência. À medida que você lê essas palavras, elas se tornarão parte de seu consciente. Você pode pensar sobre elas, descartá-las, ou ignorá-las, mas elas já se tornaram parte de você.
Pense nas pessoas que são importantes para você. A influência delas não o abandona apenas pelo fato de que elas não estão fisicamente presentes. Elas continuam a existir dentro de você, são forças ativas que guiam você. Mesmo que já tenham morrido.
Inicialmente, é de certa forma desafiador pensar dessa maneira, mas há um poder e um potencial verdadeiro dentro dela. Em práticas como por exemplo diálogos, as pessoas podem aprender as maneiras as quais nos conectamos, assim como as maneiras pelas nós nos separamos uns dos outros. (SENGE,P. A dança das mudanças, p. 418-419)

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Rigidez e mudança

Se as coisas estão sempre mudando, o que agora existe também mudará. E porque o pensamento tem que ser tão rígido?
 
“Muitos de nós desenvolvemos compreensões parciais que acreditamos serem completas. Juanita Brown chama essas visões rígidas de “certezas nobres”. Quanto mais certeza temos em relação a elas, mais elas limitam nossa liberdade de pensamento.É possível que tenhamos passado anos construindo essas certezas e, por trás do medo de ficar sem elas, existe o medo de não termos outras para substituí-las.
O problema da certeza pode ser remediado com uma consciência do movimento da mudança. Isso acontece através da “reflexão na ação”: treinando uma pessoa com o objetivo de ver o fluxo de atividade que está por trás de todas as coisas. Isso envolve a habilidade de “suspender” a nossa certeza, de ver as coisas de um outro ponto de vista. A noção de que tudo se movimenta, em processo, pode nos aliviar da pressão de ter tudo funcionando, já que a única coisa de que temos certeza é de que as coisas mudam e, portanto, a situação atual também mudará.” (Peter SENGE,. A DANÇA DAS MUDANÇAS: o desafio de manter o crescimento e o sucesso em organizações que aprendem. Rio de Janeiro:Campus, 1999. p.418)
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IDOLATRIA

“Idolatria é a percepção da memória como pensamento. Como sons de um gravador, os pensamentos e sentimentos de sua memória estão prontos para inibir quaisquer pensamentos novos que você possa vir a ter.. Pensamos nos ídolos como falsos deuses do passado; porém, mesmo hoje em dia, temos muitos ídolos – imagens que aceitamos e que nos cegam e nos limitam, a visualizar novas possibilidades.
As pessoas constantemente não reconhecem a maneira como conspiram para criar esses tipos de ídolos, e também não enxergam como seu próprio comportamento e o comportamento do mundo ao seu redor não é o comportamento ideal. Em vez disso, o sistema os leva a culpar uns aos outros. Quando os valores da idolatria incluem tolerância e abertura, os resultados são particularmente irônicos: Culturas “abertas” que se fecham a qualquer um que não se pareça “aberto” o suficiente ou culturas tolerantes que se fecham para se proteger contra os “intolerantes”….
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Para aprender a pensar, em vez de seguir pensamentos, escutamos nossas reações automáticas e damos importância a elas. “Por que”, perguntamos, “eu fiz isso”? Ralph Waldo Emerson uma vez afirmou “confiem em vocês mesmos”. Confiar em você mesmo significa fazer o trabalho duro de ouvir e dar ouvidos à verdade como a vemos, continuamente escutando para ver se ainda prestamos atenção às nossas memórias em vez dos pensamentos que se desenrolam dentro de nós”. (Peter SENGE,. A DANÇA DAS MUDANÇAS: o desafio de manter o crescimento e o sucesso em organizações que aprendem. Rio de Janeiro:Campus, 1999. p. 416-417).
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“Corpus Christi”, um pouco de história!

A freira agostiniana, Santa Juliana de Mont Cornillon, era muito devota de Jesus na Eucaristia e revelou a seu bispo visões que teve em torno de uma festa especial com esta devoção. Em torno de sua Abadia, surgiu um movimento dando origem a vários
costumes eucarísticos. No contexto da época, conta a história que um sacerdote, chamado Pedro de Praga, vivia angustiado devido a dúvidas sobre a presença de Jesus na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo, em Roma, para pedir o dom da fé. Ao passar pela cidade de Bolsena (na Itália), enquanto celebrava Missa, foi novamente acometido da dúvida. Na hora da Consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: A Hóstia branca transformou-se em carne viva, respingando sangue, manchando o corporal, os sanguíneos e as toalhas do altar, sem no entanto manchar as mãos do sacerdote pois, a parte da Hóstia que estava entre seus dedos, conservou as características de pão ázimo. A pedido do Papa Urbano IV, papa da época, os objetos milagrosos foram
levados para a cidade de Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente pelo próprio papa e levados para a Catedral de Santa Prisca.
Foi realizada, assim, a primeira procissão do “Corporal Eucarístico”. A “Festa da Eucaristia” se propagou por todo o mundo, ao longo dos séculos. Já antes de 1270 era celebrada na diocese de Colônia, na Alemanha. Surgiu ali e difundiu-se na Alemanha, na França, na Itália… Em Roma já era celebrada em 1350.
Como data da solenidade foi escolhida a quinta-feira após a celebração do domingo da Santíssima Trindade. Ficou quinta-feira, em referência à Última Ceia de Jesus. Foi quando Ele instituiu a Eucaristia: “Este é o meu corpo…isto é o meu sangue… fazei isto em memória de mim!” Mas nos tempos de hoje está sendo transferida para o domingo seguinte.
“Corpus Christi”: Na cruz, escondia-se sua divindade. Na Eucaristia, esconde-se também sua humanidade. Em ambas cremos, mesmo que com a fé do bom Ladrão e a de Tomé, que tocou nas chagas do Salvador;
Geraldo Rodrigues

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AS VICISSITUDES DO PRESENTE

“Tudo tem seu tempo, há um momento oportuno para cada empreendimento debaixo do céu.
Tempo de nascer,
e tempo de morrer;
tempo de plantar,
e tempo de colher a planta.
Tempo de matar,
e tempo de sarar;
tempo de destruir,
e tempo de construir.
Tempo de chorar,
e tempo de rir;
tempo de gemer,
e tempo de dançar.
Tempo de atirar pedras,
e tempo de ajuntá-las;
tempo de abraçar,
e tempo de se separar.
Tempo de buscar,
e tempo de perder;
tempo de guardar,
e tempo de jogar fora.
Tempo de rasgar,
e tempo de costurar;
tempo de calar,
e tempo de falar.
Tempo de amar,
e tempo de odiar;
tempo de guerra,
e tempo de paz” (Eclesiastes 3,1-8).
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