Idolatria

“Idolatria é a percepção da memória como pensamento. Como sons de um gravador, os pensamentos e sentimentos de sua memória estão prontos para inibir quaisquer pensamentos novos que você possa vir a ter.. Pensamos nos ídolos como falsos deuses do passado; porém, mesmo hoje em dia, temos muitos ídolos – imagens que aceitamos e que nos cegam e nos limitam, a visualizar novas possibilidades.
As pessoas constantemente não reconhecem a maneira como conspiram para criar esses tipos de ídolos, e também não enxergam como seu próprio comportamento e o comportamento do mundo ao seu redor não é o comportamento ideal. Em vez disso, o sistema os leva a culpar uns aos outros. Quando os valores da idolatria incluem tolerância e abertura, os resultados são particularmente irônicos: Culturas “abertas” que se fecham a qualquer um que não se pareça “aberto” o suficiente ou culturas tolerantes que se fecham para se proteger contra os “intolerantes”….
….
Para aprender a pensar, em vez de seguir pensamentos, escutamos nossas reações automáticas e damos importância a elas. “Por que”, perguntamos, “eu fiz isso”? Ralph Waldo Emerson uma vez afirmou “confiem em vocês mesmos”. Confiar em você mesmo significa fazer o trabalho duro de ouvir e dar ouvidos à verdade como a vemos, continuamente escutando para ver se ainda prestamos atenção às nossas memórias em vez dos pensamentos que se desenrolam dentro de nós”. (Peter SENGE,. A DANÇA DAS MUDANÇAS: o desafio de manter o crescimento e o sucesso em organizações que aprendem. Rio de Janeiro:Campus, 1999. p. 416-417).

Anúncios
Publicado em FORMAÇÃO HUMANA, Psicologia, Uncategorized | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Tendo um momento para alimentarmos nossos bons sentimentos todos os dias, nossa alma sempre estará sendo alimentada.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Sentimentos…

Sentir tristeza, alegria, raiva, medo….não dependem de uma ordem ou conselho. São reações que temos a acontecimentos, pensamentos, interpretações que fazemos relacionadas ao mundo e às pessoas ao nosso entorno.
Por isso, quando uma pessoa está triste, não lhe ajudamos se simplesmente lhe falarmos para não ficar triste. Se quisermos ajudá-la, dentro de nossas possibilidades, é bom nos dispormos a sermos solidários a ela nesse momento. Talvez o melhor seja até nem falar nada. Ouvir, caso ela queira falar. Deixar claro que está ali para apoiá-la.
Sendo possível, criar uma situação que a ajude a desfocalizar do sentimento de tristeza, concentrando-se em outras coisas, pode ser uma boa ajuda.
E, em muitas situações, precisamos respeitar o tempo da pessoa, para que ela consiga reelaborar o seu sentimento, sem pressão.

 

 

Publicado em FORMAÇÃO HUMANA, Psicologia, Saúde | Marcado com , , , , | Deixe um comentário

“Sou como você me vê”

“Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar.” (Clarice Lispector)

O que a pessoa é para nós, depende mesmo de como a vemos e de como ela esteja no momento. Por isso, podemos ser vistos de muitas maneiras. Nenhuma visão é completa, mas todas têm um pouco de verdade sobre nós.

Sou como você me vê e você é como eu lhe vejo, nos momentos privilegiados em que você toca a minha vida.

Publicado em Entretenimento, FORMAÇÃO HUMANA, Psicologia, Uncategorized | Marcado com , , , , | Deixe um comentário

Individuação

Em seu livro “A passagem do meio”, (São Paulo: Paulus, 1995. pp. 133-4), James Hollis, em um dos trechos que discorre sobre a individuação, conforme Jung, apresenta de forma simples e fácil de entender o alcance desse conceito e ilustra com um trecho de autor anônimo um fato que pode ser corriqueiro, mas que pode ajudar a cada um de nós a revisarmos nossa forma de agir. Este texto ilustrativo, fala sobre a pessoa caminhando pela rua e encontrando e caindo em um buraco sucessivas vezes, até mudar a postura. Para ficar mais fácil, você pode trocar a palavra rua e buraco por uma experiência própria que lhe faz mal, você sabe o que vai acontecer e continuamente fica caindo na mesma situação e agindo da mesma forma. Pode ser que você goste de ler, se estiver interessado em lidar melhor com alguma situação.
“…podemos aderir a um conjunto de crenças e práticas que estão de acordo com os valores coletivos, como a busca da riqueza ou a aceitação das normas do grupo, mas o preço dessa acomodação é a neurose. Ou então podemos estar vivendo um falso mito como: “preciso ser sempre a criança boazinha, evitando a raiva e servindo aos outros”. Essa imago orientadora pode estar tão profundamente inconsciente a ponto de termos sempre reagido dessa maneira e dificilmente podermos conceber outra. Nem o conformismo exterior nem a aquiescência interior apoia a totalidade. Com efeito, repetidamente nos é dito para servirmos o Exterior, e quando acontecer a colisão, para continuarmos servindo às expectativas programadas. Mais uma vez a estabilidade da sociedade é satisfeita, mas à custa do indivíduo. Em seu discurso à “Guild for Pastoral Psychology”, em Londres, em 1939, Jung comentou que somos forçados a escolher entre ideologias externas ou neuroses particulares. Somente o caminho da individuação poderia servir como alternativa viável. Isso ainda é verdadeiro.

O conceito de individuação representa o mito de Jung para a nossa época no sentido de conjunto de imagens que guiam as energias da alma. Simplesmente descrita, a individuação é a imposição evolutiva de cada um de nós de nos tornarmos a nós mesmos o mais completamente que formos capazes, dentro dos limites que nos são impostos pela nossa sina. Mais uma vez, a não ser que enfrente mos conscientemente nossa sina, ficaremos presos a ela. (negrito meu)

Precisamos separar quem somos daquilo que adquirimos, nosso senso do eu de facto porém falso. “Eu não sou o que me aconteceu; eu sou o que escolhi tornar-me”.(destaque meu). Precisamos dizer conscientemente essa frase todos os dias para que possamos nos tornar mais do que prisioneiros da nossa sina. Esse dilema, e a necessidade de sermos conscientes, foi expresso um tanto jocosamente na “Autobiography in Five Short Chapters”, de autor anônimo:

I
Caminho pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio dentro dele.

Estou perdido … Estou indefeso
Não é minha culpa.
É preciso a eternidade para conseguir sair.

II

Caminho pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Finjo que não o vejo.
Caio dentro dele de novo.
Não consigo acreditar que estou neste mesmo lugar.
Mas não é minha culpa.
Ainda é preciso um longo tempo para conseguir sair.

III

Caminho pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu vejo que ele está lá.
Ainda caio dentro dele … é um hábito … mas,
meus olhos estão abertos.
Eu sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.

IV

Caminho pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta ao redor dele.

v

Caminho por outra rua”.

É bom sabermos e aceitarmos que existem outras ruas, outros caminhos.

Publicado em FORMAÇÃO HUMANA, Psicologia, Saúde e bem-estar | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

Abrir a alma…

Ter a confiança e disposição para “abrir a alma” a uma outra pessoa, faz com que as duas partes se transformem.
Poder acolher as manifestações da alma de outra pessoa é um privilégio de suprema grandeza para o qual precisamos nos preparar, para lidar de tal forma com esse jorrar misterioso e nos mantermos íntegros e podermos ajudar a quem em nós confia para se reorganizar e assimilar os conteúdos que nem ela sabia fazer parte de sua vida.
Não é sempre que esta experiência transcendente acontece. Mas em determinados tempos parece que há uma conjunção de fatores que contribuem para que sejamos “bombardeados” com tesouros, pérolas trazidas até nós por várias pessoas. Pérolas que a própria pessoa pode nem ter consciência de que são tão valiosas.
Muitas vezes, falando de minha experiência, o que a outra pessoa expõe nos toca de forma tão profunda que é difícil conter as lágrimas pela emoção que despertam. Em alguns momentos somos somos solicitados a falar, a expressar nossos pensamentos, a orientar conforme nos parece o melhor. Mas, em determinados momentos não há necessidade de falar nada. Parece que a comunicação é direta à alma e a palavra não faz falta. E sem palavras há o toque que cura. Cura a quem fala e a quem ouve. As almas se misturam e se renovam, tornando-se mais sadias e mais belas.

Publicado em FORMAÇÃO HUMANA, Psicologia, Saúde e bem-estar, Uncategorized | Marcado com , , , | Deixe um comentário

MEUS OITO ANOS

Oh! que saudades que tenho

Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d’amor!

Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus
— Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
…………………………..
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!

Publicado em Entertainment, POESIA, Uncategorized | Marcado com , , , , , , , , | Deixe um comentário